Inovação e reciclagem, as bases do grupo H&M a caminho da sustentabilidade

O grupo sueco H&M quer liderar a mudança rumo a uma indústria de moda mais sustentável, ecológica e respeitadora do meio ambiente, de acordo com um relatório de sustentabilidade divulgado pela empresa na quinta-feira (12). Neste percurso para uma produção mais verde, a inovação e a reciclagem são dois dos pilares básicos.


Um dos modelos de primavera da marca H&M - H&M- Facebook

O grupo H&M, proprietário da marca homónima, pretende estabelecer um modelo de indústria no qual a vida dos materiais é maximizada, ao mesmo tempo que se minimizam os resíduos gerados. Por este motivo, a reciclagem será crucial no futuro do grupo, que pretende que em 2030 todos os materiais utilizados nos seus processos de produção sejam reciclados ou procedentes de fontes sustentáveis. Em 2017, essas matérias-primas representaram 35% do total, mais 9% do que no ano anterior.
 
Na mesma linha, 59% do algodão utilizado no ano passado pela empresa veio de fontes sustentáveis, e espera-se que em 2020 esse valor aumente para 100%. Além disso, o grupo continua com o seu programa de recolha de roupa iniciado em 2013 e, em 2017, acumulou quase 18 mil toneladas de roupa já utilizada.

Juntamente com a reciclagem, a inovação é o segundo pilar do grupo para ser uma empresa mais sustentável. Foi por esse motivo que a H&M, segundo o seu relatório, se associou no ano passado à empresa Re:newcell, especializada em reciclagem de algodão usado e viscose para os transformar em novas fibras têxteis. A empresa também entrou como um dos principais investidores da startup TreeToTextile, que desenvolve uma fibra têxtil a partir de matérias-primas florestais.
 
A H&M também quer ser mais ecológica e estabeleceu como objetivo que, até 2040, toda a sua eletricidade seja procedente de fontes renováveis ​​.

Além disso, o grupo também aplica a reivindicação de sustentabilidade aos seus ambientes de trabalho, e quer que todos os empregos gerados a partir da sua atividade sejam justos. Para isso, tal como indica o relatório, foram levadas a cabo ações como a implementação de eleições para representantes dos trabalhadores nas suas unidades fabris no Bangladesh.

De acordo com o comunicado, a H&M lançará também nesta primavera de 2018 o seu programa piloto “Take Care”, destinado a inspirar os seus clientes a prolongar a vida útil das suas peças de vestuário.

O grupo H&M, que também explora as marcas Cos, & Other Stories, Monki, Weekday, Cheap Monday e Nyden, que apresentou os seus primeiros modelos no início deste mês, enfrenta um momento difícil para a sua principal empresa, depois de ver como as vendas da marca H&M caíram 13,1% no ano passado.

Traduzido por Estela Ataíde

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