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16 de mai. de 2011
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Indústria: por um "negócio da China"

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Publicado em
16 de mai. de 2011

Finalmente parece que o som do rugido do “tigre asiático chegou ao Brasil”. Enquanto as grandes marcas internacionais já estão atentas ao crescimento do mercado chinês há, pelo menos, três décadas, o Brasil entrou efetivamente no páreo somente cinco anos atrás. Afinal, é impossível ficar alheio a uma potência que movimenta mais de US$ 43 bilhões anuais somente num varejo calçadista que cresce na média de 11,5% ao ano. As altas cifras estão fazendo com que exista um esforço cada vez maior por parte das marcas brasileiras no sentido de se aproximar com o mercado do outro lado do mundo. É ideia corrente que a China deve ser explorada comercialmente por todos os segmentos da economia brasileira.

Com relação à indústria calçadista não é diferente. Embora o Brasil tenha uma balança comercial bastante deficitária com a China, os números vêm melhorando. O país asiático exportou para o Brasil mais de 6,2 milhões de pares nos primeiros três meses deste ano e, em contrapartida, recebeu apenas 110 mil pares no período. Por outro lado, o número de exportações brasileiras para a nação aumentou 191% se comparado ao registrado no mesmo período de 2010, ano em que as exportações totais foram de 103 mil pares.

Este desenvolvimento gradual tem, em grande parte, as mãos - e os pés - da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) que, desde janeiro de 2010, em conjunto com a Apex-Brasil, através da Missão Brasil-Ásia, tem realizado visitas à China. Através das primeiras visitas de representantes da entidade, sem as empresas, foram identificadas oportunidades que se transformaram numa espécie de dossiê que foi enviado para os associados, sendo que oito grandes marcas se inscreveram na missão - Anatomic & Co, Albanese, Democrata, Dumond, Lilly´s Closet, Miezko, Stéphanie Classic e Via Uno. Após a visita de conhecimento foram realizadas mais duas objetivando uma aproximação maior com o mercado chinês, sendo que na mais recente, realizada nos dias 21 de fevereiro a 2 de março, além de reuniões com empresários e distribuidores locais, foram realizados dois desfiles de calçados e organizado showroom com empresas inscritas.

Quem coordena a missão é o gerente de projetos do Brazilian Footwear – Programa deApoio às Exportações - Cristiano Körbes. Segundo ele, não somente a China, mas a Ásia inteira deve ser o mercado do futuro, pelo nível de crescimento econômico nos últimos anos, especialmente no sudeste asiático.

“Os asiáticos possuem uma poupança muito forte, poder aquisitivo e uma população que é quase metade da população do mundo”, comenta. Ele ressalta que o desafio para o calçado brasileiro é grande, já que a percepção dos chineses quanto ao calçado verde-amarelo é praticamente nula. “Quando eles têm acesso ao produto, a resposta é muito positiva”, sentencia. O desafio fica ainda maior quando “todo mundo quer vender para a Ásia”, com aumento da concorrência com grandes marcas internacionais de calçados. “As perspectivas são boas, mas é um trabalho longo”, explica.

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