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Novello Dariella
Publicado em
16 de dez. de 2020
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Inditex registra queda de 14% nas vendas no terceiro trimestre

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de dez. de 2020

A Inditex continua se recuperando. No terceiro trimestre (período de agosto a outubro), a empresa espanhola registrou uma queda de 14% no volume de negócios, para 6.052 milhões de euros (-10% à taxa de câmbio constante), enquanto o seu lucro líquido caiu 26% para 866 milhões de euros.


Pablo Isla, presidente do grupo Inditex - Inditex


Ao longo do trimestre, a empresa ainda manteve 5% de sua rede comercial fechada, além de restrições de capacidade e horário em 88% das lojas. Apesar do impacto dessas condições no seu faturamento, a queda nas vendas melhorou perante as retrações de 31% e 44% nas vendas no segundo e primeiro trimestre do ano, respectivamente. De acordo com a empresa, o volume de negócios acumulado ao longo do ano foi de 14.085 milhões, -28,9% em relação ao ano anterior. Por sua vez, as operações online continuaram crescendo, aumentando 76% no terceiro trimestre e 75% em 9 meses.

Paralelamente, a margem Ebitda diminuiu 18% para 1.848 milhões de euros; enquanto a margem bruta do grupo foi de 3.661 milhões de euros, o que representa 60,5% do volume de negócios.


Saindo do vermelho

Para o presidente do grupo, Pablo Isla, os resultados “são consequência direta de uma gestão muito eficiente em todas as áreas da empresa, com coordenação precisa entre todas as etapas do modelo (design, produto, fabricação, logística, lojas e online). E também são um reconhecimento da capacidade diária de reagir e de se adaptar a um ambiente difícil de prever e do compromisso de oferecer a melhor qualidade de produto e serviço”.

Apesar de ter iniciado 2020 com prejuízo de 409 milhões de euros, o primeiro da sua história como empresa listada em Bolsa, a Inditex está se recuperando. No segundo trimestre, entre os meses de maio e julho, o conglomerado têxtil faturou 214 milhões de euros, e moderou a queda das vendas para 31%, atingindo 4.730 milhões, graças à reabertura gradual de lojas e ao forte crescimento do canal online. Assim, durante os primeiros 9 meses do seu ano fiscal (entre fevereiro e outubro), a empresa-mãe da Zara saiu do vermelho e faturou 671 milhões de euros, -75,3% em relação ao mesmo período de 2019.


Um quarto trimestre de incertezas

Embora a empresa tenha adiantando que as vendas a câmbio constante, entre 1º e 18 de outubro, tenham atingido "os máximos históricos", graças às campanhas para a Black Friday e o Natal, as novas restrições para conter a segunda onda da pandemia ameaçam os resultados dos últimos meses do ano.

Em novembro, 21% das lojas foram fechadas e as vendas à taxa de câmbio constante ficaram 19% abaixo das de 2019. De 1º a 10 de dezembro, o faturamento à taxa de câmbio constante moderou seu declínio para 13 %, segundo a empresa, que apontou que, atualmente, 8% das lojas estão fechadas e outras 10% serão fechadas no fim de semana.

No entanto, a empresa fundada por Amancio Ortega ressaltou seus esforços para realizar aberturas relevantes em até 25 mercados nos últimos meses. Destacam-se suas novidades na China, México, Rússia, Alemanha, Espanha e Arábia Saudita. Por sua vez, a marca carro-chefe do grupo, Zara, expandiu para 85 mercados com vendas online integradas à rede local de lojas, que somam-se aos 106 mercados com vendas online por meio de seu site global.

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