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7 de dez. de 2020
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Impulsionadas por chinelos, exportações de calçados crescem 13,8% em novembro

Publicado em
7 de dez. de 2020

As exportações de calçados no mês de novembro confirmaram as perspectivas de uma tendência de recuperação gradual no comércio internacional. Dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, em novembro, foram embarcados 9,55 milhões de pares, 13,8% mais do que no mesmo mês do ano passado. Em receita gerada, o mês 11 somou US$ 53,4 milhões, uma queda de 23,8% em relação ao mesmo mês de 2019. Conforme a Abicalçados, o incremento das exportações de chinelos (52% em volume), com valor médio menor, foi fundamental para o resultado - e para a discrepância entre os índices.


Exportação de chinelos impulsionou mercado calçadista brasileiro em novembro - Guillaume de Germain / Unsplash


No acumulado dos 11 meses do ano, foram embarcados 84,48 milhões de pares por US$ 598,73 milhões, quedas tanto em volume (-19,4%) quanto em dólares (-32,8%) em relação ao mesmo período de 2019. 

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca dois fatores para a recuperação em novembro: o dólar mais valorizado sobre o real, que permitiu preços mais competitivos sem perda de rentabilidade para a indústria; e o desempenho do segmento de chinelos. “No mais, já existe uma tendência de recuperação no mercado internacional, que deve ser confirmada pela tão esperada vacinação contra a Covid-19 e a liberação dos comércios físicos”, avalia o dirigente. Mesmo com a recuperação, para o ano de 2020, Ferreira projeta uma queda na casa de 27%. 

Mesmo com a alta valorização do dólar, o crescimento de 10,3% em receita e de 0,3% em volume das importações de calçados do Vietnã, principal origem do calçado importado pelo Brasil, foram destaque no mês de novembro (US$ 10,96 milhões e 586 mil pares). No mês 11, entraram no Brasil um total de 1,1 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$ 19,6 milhões, quedas de 23,8% em volume e de 4,8% em receita na relação com o mesmo mês do ano passado. “Mesmo com as importações totais em queda, preocupa as importações de calçados do Vietnã, que chegam ao Brasil com valores abaixo dos praticados pelo mercado e que portanto podem prejudicar a produção nacional”, explica Ferreira, destacando que a Abicalçados está atenta ao fato e solicitou, além da renovação do antidumping contra o calçado chinês - que vence em março do ano que vem - , a ampliação dos países alvos da ação para Vietnã e Indonésia. 

 

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