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Guia JeansWear
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21 de set de 2015
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Impacto da desvalorização do yuan na indústria têxtil mundial

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Guia JeansWear
Publicado em
21 de set de 2015

Temores acerca do estado da economia chinesa sacudiram os mercados financeiros no final do mês de agosto, resultando em quedas subsequentes nos preços das ações.

A indústria do vestuário, no entanto, vem buscando reduzir o potencial impacto da decisão do Banco Central da China de desvalorizar o yuan, que atingiu, recentemente, o seu valor mais baixo face ao dólar americano em quase três anos.


​Contribuindo para a crise, surgem o quarto corte de taxas de juro desde novembro e os resultados frágeis da manufatura chinesa. 

Dados difundidos recentemente demonstram que a atividade produtiva chinesa desacelerou, fixando-­se no seu valor mais baixo em agosto, num momento em que a produção e novas encomendas são negociadas a taxas de juro elevadas.

O Índice Caixin China de Gestores de Compras (ou PMI na sigla internacional) caiu para 47,1 pontos em agosto, em comparação com 47,8 em julho, sendo que o resultado positivo deveria ser superior a 50.

Os componentes individuais deste índice demonstram que a produção, as novas encomendas e as novas encomendas de exportação diminuíram a uma taxa mais rápida face ao mês anterior. Os preços de entrada e saída caíram também a um ritmo mais acelerado, porém a queda da procura conduziu a um aumento dos stocks de produtos acabados. 

Em todo este cenário, os exportadores chineses devem sair ilesos, já que muitas empresas do país adquirem bens de exportação na China em dólares norte-­americanos, um benefício que ainda não se fez notar, já que tal desvalorização não foi tão significativa.

Para as empresas americanas têxteis e de vestuário, a desvalorização da moeda chinesa representa um misto de riscos e oportunidades, pois se, por um lado, as exportações de vestuário chinesas deverão ficar mais baratas, por outro, as importações de produtos provenientes dos EUA, como algodão e fios, ficarão mais caras, tornando a aquisição desses artigos desinteressante para os fabricantes chineses.

Já as empresas têxteis e de vestuário da União Europeia deverão ser intensamente afetadas pela desvalorização, já que o aumento das exportações da UE vinha sendo alimentada pela desvalorização do euro em 2015 e, sob tal cenário, poderão tornar-­se mais amenas, ou mesmo, poderão estabilizar-se, de acordo com especialistas da indústria.

Segundo Roberta Adinolfi, gestora de economia e de estatística da Euratex, em 2014 a China foi responsável por quase um terço das importações têxteis do bloco e por 39% das importações de vestuário em 2014.

As exportações poderão aumentar ainda mais, levando a China a conquistar quota de mercado adicional em outros mercados asiáticos, como Índia, Bangladesh e Vietname, o que representaria uma profundidade maior do déficit comercial da União Européia face à China.

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