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Novello Dariella
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24 de jul. de 2018
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Hermès: zoom no crescimento do segundo trimestre

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
24 de jul. de 2018

Com um faturamento de 1,45 bilhão de euros registrado entre abril e junho de 2018, um aumento de 7,2% (+ 11,6% à taxas de câmbio constante) em relação ao mesmo período do ano anterior, a Hermès se beneficiou um segundo trimestre "muito forte", com "uma aceleração do crescimento" em relação ao primeiro trimestre, graças à "contribuição harmoniosa de todas as regiões" e à "continuação de sua bela dinâmica".


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Uma dinâmica trimestral muito positiva foi registrada na Ásia, que representa quase metade das vendas da maison de luxo, com 703 milhões de euros, um crescimento orgânico de 11,6%. A Europa também teve um bom desempenho (469 milhões de euros), e acelerou particularmente o ritmo no segundo trimestre (+ 8,9% em relação ao trimestre anterior). Como comparação, a evolução à taxas de câmbio constante no primeiro trimestre foi de + 14% na Ásia e + 6,5% na Europa.

No primeiro semestre de 2018, a Hermès informou em um comunicado que observou uma "mudança desfavorável nas taxas de câmbio", o que "representou um impacto negativo de 165 milhões de euros em vendas". O impacto foi sentido particularmente na Ásia, como mostrou o crescimento de 6,4% à taxas de câmbio atuais entre abril e junho de 2018, contra 11,6% à taxas de câmbio constantes.

Nesta região, as vendas no Japão mantiveram-se estáveis ​​em uma base reportada, enquanto estiveram em baixa no primeiro trimestre (-2,2%). À taxas de câmbio comparáveis, elas aumentaram 6,1%. Assim, ao longo do semestre, o país "confirmou seu crescimento robusto sem efeito de preço (+ 6,8%)", afirmou o grupo, famoso por seus lenços de seda e bolsas icônicas.

Na região da Ásia-Pacífico, excluindo o Japão, a Hermès "continuou seu desempenho notável, com uma dinâmica favorável na China continental e na região como um todo", com um crescimento à taxas de câmbio constantes de 14,9% no primeiro semestre, e de 13,4% no segundo trimestre, indicou a marca, que se beneficiou da abertura de uma loja de 850 metros quadrados e três andares no coração do centro comercial de Landmark Prince's de Hong Kong, em janeiro, e de outra em Changsha, em maio.

Durante uma teleconferência com analistas, Axel Dumas, gestor da Hermès, também anunciou que o grupo baixou seus preços em 4% na China no início de julho, após a decisão do governo de reduzir suas tarifas alfandegárias. Ainda na China, a marca francesa continua colhendo o crescimento de dois dígitos, apesar da desaceleração econômica e do declínio da Bolsa de Xangai. "Eu realmente não vejo nenhuma mudança de ritmo na China", assegurou o gestor.

Paralelamente, as vendas na Europa aceleraram. No segundo trimestre, o crescimento na Europa, excluindo a França, foi de 6,1%, conforme reportado, e de 8,2%, à taxas de câmbio constante, em comparação com 4,4% e 6,5%, respectivamente, no primeiro trimestre. A França, em particular, viu suas vendas saltarem 9,9% entre abril e junho, enquanto aumentaram apenas 6,4% entre janeiro e março.

"A Europa, excluindo a França (+ 7%) e a França (+ 8%), apresentaram um bom desempenho apesar do fortalecimento do euro". Três aberturas de lojas explicam parcialmente essa melhoria. As de Mônaco e Nice, que reabriram em junho, e a terceira loja de Istambul, localizada na Praça Emaar, inaugurada em maio.

O lançamento do novo site hermes.com na Europa no final de março também contribuiu para essa aceleração no segundo trimestre. A marca não divulgou os números de suas vendas online, mas destacou o sucesso da implantação desta nova plataforma.
 

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