Hermès atinge recorde vendas e continua a crescer na China

As vendas da Hermès atingiram um novo recorde em 2018, aproximando-se dos 6 bilhões de euros. O grupo de luxo francês continua a ser impulsionado pelo sucesso dos seus produtos de couro e pelo crescimento em todas as áreas geográficas, especialmente na China.


A divisão de Artigos de Couro eSelaria representametade do volume de negócios da marca - Hermès

O volume de negócios anual da marca, que entrou no índice CAC 40 em junho passado, subiu 7,5% num ano e 10,4% em orgânico, de acordo com um comunicado divulgado na sexta-feira.
 
Este desempenho está em consonância com o consenso compilado pelas agências Factset e Bloomberg, que preveem vendas anuais de 5,960 bilhões de euros.
 
O presidente da Hermès, Axel Dumas, saudou o facto de "este ano, novamente, o grupo ter um forte desempenho", que continuou "durante todo o ano, sem quebrar a tendência”. “O modelo de negócios é particularmente forte no ambiente atual", resumiu Dumas numa teleconferência com jornalistas.
 
O presidente sublinhou que "a Ásia continuou o seu forte crescimento de dois dígitos”. “Não detetamos nenhuma mudança de ritmo nas nossas lojas na China", indica, referindo-se aos temores de uma desaceleração no país em sequência das tensões comerciais com os Estados Unidos, que têm resultado na queda dos valores do luxo em bolsa nas últimas semanas.

A zona Ásia, excluindo o Japão, cresceu 14% ao longo do ano, enquanto o Japão registou um aumento de 8%, a América de 12% e a Europa, excluindo França, de 8%.
 
As vendas em França subiram 6% "apesar do impacto negativo dos eventos no final do ano", relacionados com as iniciativas dos "coletes amarelos".
 
Por negócio, a divisão de Artigos de Couro e Selaria (setor principal do grupo, que representa metade do seu volume de negócios) registou vendas anuais de aproximadamente 3 bilhões de euros, uma progressão de 9,4% em relação ao ano anterior.

A Hermès, que vai lançar em março os seus resultados anuais, indica que "graças a um crescimento saudável das vendas e um bom controlo dos custos, em 2018 a margem operacional deve ficar perto dos 34%, após o excecional nível atingido em 2017", onde a margem foi de 34,6%.

Em 2017, o grupo quebrou todos os recordes e pagou um dividendo "excecional" de 5 euros, além do dividendo ordinário de 4,10 euros.

Traduzido por Estela Ataíde

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