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H&M no bom caminho graças aos bons resultados internacionais

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 29 de mar de 2019
Tempo de leitura
access_time 3 Minutos
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O lucro líquido da H&M caiu no primeiro trimestre, mas não tanto quanto os analistas esperavam. As vendas aumentaram durante este período e parece que a empresa está a gerir bem a sua reestruturação.


H&M


A empresa anunciou na sexta-feira que as vendas líquidas aumentaram 10%, chegando a 51,015 bilhões de coroas suecas (cerca de 4,89 bilhões de euros), valor que foi favorecido pelo efeito das moedas. Em moedas locais, o aumento foi de apenas 4%. No entanto, há duas notícias positivas: a empresa esclareceu que as vendas do trimestre foram afetadas por um efeito excecional e que se devem fortalecer no futuro, e que o segundo trimestre começou bem.
 
Basicamente, o primeiro trimestre foi afetado pela plataforma online da Alemanha, que "foi substituída com sucesso durante o trimestre". Segundo a empresa, "para assegurar uma transição suave e sem problemas restringiram-se as vendas locais, o que afetou negativamente as vendas". Se ajustarmos as vendas online na Alemanha, o aumento das vendas líquidas totais do grupo teria sido de 6% em moeda local. Esta mudança na Alemanha também significa que as operações online deverão ser mais rápidas e flexíveis a partir de agora, com uma melhor integração entre as lojas físicas e eletrónicas, o que ajudará a aumentar ainda mais as vendas.

A outra notícia positiva é que as vendas líquidas no início do segundo trimestre, de 1 a 27 de março, aumentaram 7% em moeda local, pelo que se observa claramente uma melhoria contínua.
 
Regressando ao primeiro trimestre, o lucro bruto aumentou 11% para atingir 25,526 bilhões de coroas suecas, o que representa uma margem bruta mais alta de 50%, em comparação com 49,9% há um ano. O lucro líquido caiu de 1,3702 bilhões para 803 milhões de coroas suecas, tendo sido positivamente afetado por uma injeção de 399 milhões de coroas suecas um ano antes, como resultado da reforma tributária dos Estados Unidos. 

Na sexta-feira, o CEO Karl-Johan Persson mostrou-se otimista e destacou a força da empresa em alguns países-chave. "A nossa transformação contínua ajudou a obter coleções mais fortes, com períodos alargados de venda a preço total, menos descontos e maiores participações de mercado", explicou. "As vendas foram boas tanto em loja como online em vários mercados, entre os quais a Suécia, que cresceu 11%, o Reino Unido (8%), a Polónia (15%), a China (16%) e a Índia (42%) em moedas locais."

E a gigante do retalho está a trabalhar arduamente para tornar a sua oferta mais atraente para os consumidores de moda que são extremamente cautelosos hoje em dia. Tem várias iniciativas em andamento e o seu programa de fidelização, que já conta com 36 milhões de membros, vai estrear uma versão melhorada muito em breve.

Além disso, a H&M será lançada no Myntra e no Jabong, os dois principais marketplaces da Índia, este ano, algo que parece lógico, tendo em conta o aumento das vendas no país.

As suas lojas físicas e eletrónicas estão cada vez mais integradas, ao mesmo tempo que continua o lançamento internacional de lojas online. Atualmente, a H&M online está disponível em 47 mercados e em 2019 serão adicionados o México e o Egito, que abrirão através de franchise.

Este ano, o grupo planeia abrir 175 novas lojas (líquidas), principalmente em mercados em crescimento, embora se espere que o número de lojas da H&M na Europa seja reduzido em 50.
 
A H&M também anunciou que a sua cadeia de abastecimento será "ainda mais rápida, flexível e eficiente", destacando "as iniciativas em análise avançada de dados e inteligência artificial".

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