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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
21 de mar. de 2018
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Gustavo Lins está de volta com seu novo projeto Lïns Paris

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
21 de mar. de 2018

Gustavo Lins está de volta com um novo projeto e uma loja no centro de Paris, na Rue Saint Martin, 219-221, perto de Beaubourg. Três anos depois de ter visto sua marca, Atelier Gustavolins, ir à falência, o designer brasileiro instalado há 28 anos na capital começa do zero, com um talento reconhecido e um savoir-faire adquirido durante mais de duas décadas no mercado da moda e da alta-costura.


Look com a arquitetura sensual de Gustavo Lins - Lïns Paris


Depois de criar sua grife de prêt-à-porter feminina e masculina em 2004, Gustavo Lins se associou, em 2014, à um gestor cuja estratégia de desenvolvimento não obteve os resultados esperados, e levou sua marca à falência.

"Em um ano foi demolido o que eu construí em dez anos", diz o estilista, ainda traumatizado com a experiência. No entanto, saindo deste episódio "sem amargura", e tendo "crescido e se fortalecido", o criador, que nunca deixou de colaborar com a marca Petit H Hermes, decidiu fazer o seu retorno.

No início de 2017, ele arquivou a marca Lïns Paris, desta vez privada de seu primeiro nome, e se mudou para seu novo espaço na Rue Saint Martin, onde fica a sua oficina. "É uma caixinha de fósforo de 33 metros quadrados! Eu corto os tecidos no subsolo, no porão. No térreo tem a loja, e no andar de cima o ateliê de criação", conta o estilista. A loja estará aberta ao público, a partir desta semana, todas as quintas, sextas e sábados, das 14h30 às 19h00.

Para este projeto, Gustavo Lins desenvolveu um novo conceito articulado em torno de dois tipos de ofertas. A primeira, vendida exclusivamente na loja, consiste em um vestuário atemporal para homens e mulheres, com aparência sofisticada, “no qual a cada mês são propostas novas peças concebidas em pequenas séries, com materiais nobres - lã, seda, flanela, cashemire, com um corte flexível e ajustado e a um preço justo, razoável, de no máximo 1000 euros".


Novo endereço parisiense do designer brasileiro - Lïns Paris


A segunda oferta está centrada em uma linha mais urbana nomeada Archi-sweat, que se desenvolve em torno de 5 peças icônicas (uma saia reversível, um vestido, uma camiseta e duas blusas), desenvolvidas em dois materiais e três cores, que serão destinados às multimarcas, "com preços alinhados aos da loja". As vendas para os varejistas estão programadas para começar em junho.

"Hoje, o problema real é o preço da roupa que se tornou mais alto. Trinta anos atrás, todos podiam comprar algumas peças de grandes grifes. Hoje, isso não é mais possível, se tornou proibitivo e as cadeias que padronizam o vestuário dominaram o mercado", analisa Gustavo Lins.

"Cabe a nós, criadores contemporâneos, satisfazer esse consumidor europeu, que está carente de bons produtos por um preço justo. Há um nicho para essa clientela européia, que não é mais alvo de grandes marcas", continua.

Para poder oferecer sua linha urbana "focada na cultura do moletom" com preços que variam entre 250 e 380 euros, este arquiteto de formação, que foi modelista da Kenzo, Jean Paul Gaultier, John Galliano e Louis Vuitton, se baseou em sua experiência, "em particular, o que aprendi no início da carreira no ateliê da Balenciaga", a fim de otimizar ao máximo o tempo de montagem.


Com sua nova marca, Gustavo Lins quer eliminar os gêneros - Lïns Paris


Nesse início são propostos cortes simples, "com padrões quase retângulos, a partir dos quais eu obtenho alguns twists, efeitos torcidos ou drapeados", diz o criador, que está trabalhando com moletom pela primeira vez, enquanto também utiliza flanela, lã e popeline para criar peças com "certa sofisticação e um toque mais urbano”.

Três quintos desta coleção são unissex, o resto é direcionado ao público feminino. "Cada peça passou de um modelo masculino para um modelo feminino para ser retrabalhada até encontrar o equilíbrio certo”. Algumas peças são dupla-face e podem ser usadas dos dois lados, estando disponíveis em tamanho único e para ambos os gêneros.

Os tecidos e malhas vêm da Itália, Japão e Inglaterra, e tudo é fabricado na França. "A mão de obra é muito reativa e qualificada na França, sendo particularmente chic, clássica e confiante", diz Gustavo Lins, que também quer ser "solidário e está pronto para ajudar a impulsionar a indústria local”.

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