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Reuters
Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
28 de mai de 2021
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Grupo Capri (Michael Kors, Versace) otimista face à recuperação da demanda pelo luxo

Por
Reuters
Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
28 de mai de 2021

Na quarta-feira (26), a Capri Holdings Limited divulgou um volume de negócios e um lucro anuais superiores às expectativas do mercado, graças à retomada da procura nas lojas de luxo nos Estados Unidos, algo que estará relacionado com o sucesso das campanhas de vacinação no país.


Michael Kors - outono-inverno 2020 - Moda Feminina - Nova York - © PixelFormula


A empresa anunciou também a sua intenção de aumentar os preços praticados pela sua marca Michael Kors a partir deste outono e na primavera do próximo ano. A Capri pretende transformar a marca - a primeira do grupo em termos de vendas - em uma "empresa de tamanho mais modesto, mas mais rentável".
 
O grupo americano destacou que a queda nas vendas da Michael Kors - na ordem dos 4% no quarto trimestre - contrasta com o sucesso das marcas Versace e Jimmy Choo, cujas vendas aumentaram 10% e 16%, respectivamente.

John Idol, diretor-geral da Capri, quer reforçar a imagem de marca de luxo da Michael Kors na América do Norte, reduzindo o número de promoções e limitando a oferta. O dirigente especificou  que o número de clientes da marca aumentou 18% no quarto trimestre, um sinal de que, segundo Idol, “os aumentos de preço não impedem os clientes de avançarem e comprarem os produtos” da marca.
 
A Capri espera um volume de negócios de aproximadamente 5,1 bilhões de dólares para o seu exercício de 2022, valor além das previsões dos especialistas de Wall Street, que apontam para 4,99 bilhões de dólares, de acordo com dados IBES da Refinitiv. A margem bruta deverá aumentar cerca de 50 pontos base, apesar do aumento dos custos de transporte.
 
A empresa manteve um controle rigoroso dos estoques durante a pandemia, o que aumentou a sua margem bruta. As suas vendas online aumentaram 80% no quarto trimestre, e as vendas do varejo subiram 13%.
 
As grandes rivais da Capri - LVMH, Hermès e Kering, proprietária da Gucci - também tiveram sucesso. As grandes marcas de luxo, tradicionalmente relutantes no que diz respeito às iniciativas digitais, estão investindo massivamente para tirar proveito da explosão do comércio eletrônico.
 
O volume de negócios da Capri no quarto trimestre atingiu 1,2 bilhão de dólares, acima das estimativas dos analistas de 1,02 bilhão. Numa base ajustada, a empresa arrecadou 38 centavos por ação, superando significativamente a estimativa de Wall Street, que previa um lucro de 2 centavos.

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