Grupo H&M: vendas estáveis no segundo trimestre

O grupo H&M continua a decepcionar no exercício de 2018. Depois de um primeiro trimestre no qual a atividade derrapou, o grupo anuncia, num curto comunicado, vendas estagnadas em moeda local para o segundo trimestre (março a maio de 2018), sem precisar o montante. Convertido em coroas suecas, o seu volume de negócios melhorou ligeiramente em cerca de 2%, para 60,464 bilhões de coroas suecas, incluindo o IVA (5,9 bilhões de euros).


Coleção primavera 2018 - H&M

Excluindo o IVA, as vendas atingiram os 52 bilhões de coroas suecas (5,1 bilhões de euros), o que representa um ligeiro aumento de 1%, enquanto os analistas previam uma recuperação de 3%. Em comparação, a rival Inditex (Zara) divulgou, há dois dias, um aumento de 7% no período de fevereiro a abril de 2018, em moeda local.
 
O grupo mantém-se muito sucinto e não fornece nenhuma explicação sobre esses números pouco encorajadores. Apesar disso, podemos afirmar que o declínio do tráfego nas lojas pesa sobre os resultados, uma vez que, por seu lado, a rede de lojas do gigante escandinavo (H&M, & Other stories, Cos, Monki...) aumentou significativamente. Até ao momento, conta com 4.801 pontos de venda, contra 4.498 um ano antes, o que representa um aumento de 7% no espaço de vendas.

Para recuperar o crescimento dos últimos anos, ou para, pelo menos, não continuar a cair, o grupo H&M deve necessariamente ter sucesso na sua transformação, através do desenvolvimento do comércio eletrônico, da revisão da rede de lojas (encerramento de lojas e deslocamentos que afetam especialmente a H&M), mas também com o lançamento de novos conceitos de marca para diversificar o seu portfólio, ainda muito dependente da H&M. Nesse sentido, a empresa sueca acaba de lançar o formato Afound, uma plataforma de descontos (que venderá marcas do grupo, mas também outras marcas) que já está online e que será também implantando numa rede de lojas, para já presente apenas na Suécia.

O grupo adiantou que publicará em 28 de junho um relatório mais detalhado dos seus resultados do primeiro semestre. Na Bolsa de Estocolmo, a ação da H&M perde terreno (-4,7% no período da manhã), uma vez que o grupo não alcançou as previsões dos analistas. É preciso ainda acrescentar que ontem a família fundadora (e principal acionista, com 45%) negou rumores de que pretende comprar a parte restante do grupo em bolsa aos acionistas, perturbando desde logo o preço da ação.

Traduzido por Estela Ataíde

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