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Grendene registra crescimento nas vendas no mercado interno, mas lucro recua 15,9% no primeiro semestre de 2018

Publicado em
today 27 de jul de 2018
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A fabricante e varejista de calçados Grendene reportou no primeiro semestre do ano um lucro líquido de R$ 221,9 milhões. O resultado ficou 15,9% abaixo do lucro apurado no mesmo intervalo de 2017.  No período, a receita líquida da companhia aumentou 4,4%, para R$ 991,9 milhões. Com o resultado, a empresa informou que vai distribuir R$ 33,7 milhões em dividendos.


Grendene registrou lucro líquido de R$ 221,9 milhões no primeiro semestre de 2018 - Divulgação


"O Banco Central manteve os juros inalterados, e a queda acumulada no lucro líquido no primeiro semestre de 2018 em comparação ao primeiro semestre de 2017 foi de R$64,1 milhões sendo determinante para a queda de R$42 milhões do lucro líquido. Observamos que a queda dos resultados financeiros foi parcialmente compensada pela elevação do Ebit em R$15,7 milhões, repetindo o que já havia acontecido no primeiro trimestre do ano", afirmou o relatório. 

As vendas no mercado interno cresceram 4,3%, para R$ 922,6 milhões. Já as exportações registraram uma receita bruta 5,0% maior, atingindo R$ 285,5. 

Em volume, as vendas cresceram 3,1%, para 73,4 milhões de pares. A companhia informou, em relatório, que a Grendene mantém a liderança nas exportações de calçados brasileiros pelo 16º ano consecutivo – 34,8% dos calçados brasileiros exportados no 1S18. (34,1% no 1S17).  Apesar disso, houve queda de  4,9% no volume de pares exportados. De maneira geral, o volume de pares aumentou 3,1%, puxado pelo crescimento de 6,2% nas vendas no mercado interno. 

"Nosso crescimento do volume de pares no mercado interno destoa do comportamento do consumo de calçados no Brasil que mais uma vez apresentou queda frustrando a expectativa de uma recuperação ainda que pequena, e com isso a Grendene novamente conquistou ganho de market share. Destacamos neste mercado, o bom crescimento no volume dos produtos com a marca Ipanema favorecida com o prolongamento das temperaturas mais amenas na região Sul, o que, por outro lado, contribuiu para a diminuição da receita bruta média por par no mercado interno em 1,8%". 

A empresa ressaltou que vários acontecimentos afetaram os negócios de uma forma geral:

"A greve nos transportes interrompeu a tímida recuperação do consumo no Brasil e, embora não tenha afetado significativamente nossa produção em nossa avaliação afetou o sell-out com o varejo apresentando estoques mais elevados por falta de vendas nos dias da paralisação ou estoques em trânsito, retidos nos bloqueios das estradas. Também afetou nossas exportações, especialmente para América Latina, cujo transporte é rodoviário. Observamos ainda no período uma elevação na volatilidade cambial com desvalorização da moeda brasileira no período o que favoreceu a receita de exportação, embora os volumes exportados no segundo trimestre sejam sazonalmente baixos. A insegurança política pela proximidade e indefinição das eleições, a greve nos transportes, o mercado externo mais turbulento e a volatilidade cambial contribuíram para o aumento de preços em diversas matérias primas e insumos, inclusive nos nossos produtos o que afetou nossa margem bruta que caiu 1 pp no 2T18 em relação ao 2T17". 

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