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Global Fashion Agenda: sete ações prioritárias para uma moda sustentável

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 29 de mar de 2018
Tempo de leitura
access_time 2 Minutos
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Enquanto o Copenhagen Fashion Summit, a cimeira por uma moda mais sustentável lançada em 2009 por Eva Kruse, se realiza pela primeira vez durante dois dias, 15 e 16 de maio, a Global Fashion Agenda, estrutura que engloba o evento, publica o seu primeiro “CEO Agenda”. Este relatório, desenvolvido em colaboração com grupos como Kering, H&M ou Li & Fung, define as sete ações prioritárias que os líderes do mundo da moda devem implementar para uma maior sustentabilidade.


A Global Fashion Agenda publica o seu primeiro CEO Agenda


"A moda é uma das indústrias mais importantes do mundo, mas também uma das mais exigentes em termos de recursos e mão de obra. Os desafios ambientais, sociais e éticos enfrentados atualmente pela indústria são não só uma ameaça para o planeta, como também uma ameaça para a indústria. É por isso que não há alternativa senão tornar o desenvolvimento sustentável uma parte integrante da estratégia de negócios de qualquer empresa", afirma Eva Kruse, CEO da Global Fashion Agenda.
 
O relatório começa por descrever as três prioridades a serem implementadas de imediato. A primeira diz respeito à rastreabilidade de toda a cadeia de abastecimento, um desafio considerável numa indústria onde a produção é altamente fragmentada. A segunda remete para uma utilização inteligente da água, energia e produtos químicos, e a terceira refere-se ao respeito e segurança no local de trabalho. O relatório sublinha, nomeadamente, que 60 milhões de pessoas empregadas na moda estavam preocupadas com riscos profissionais, de condições de trabalho perigosas a discriminação.

Em seguida, o “CEO Agenda” analisa as quatro transformações a serem implementadas progressivamente com vista a transformar profundamente a indústria da moda.
 
A primeira diz respeito à utilização de materiais ecologicamente projetados, reduzindo os efeitos negativos das fibras existentes e desenvolvendo novas fibras inovadoras e mais sustentáveis. Numa segunda etapa, o relatório propõe que os líderes trabalhem o mais possível em circuito fechado, ou seja, que privilegiem a conceção dos produtos e novas coleções que permitam a reutilização e a reciclagem de têxteis em larga escala. A promoção de melhores sistemas salariais é o objeto do terceiro ponto, enquanto o relatório conclui falando sobre a necessidade de uma "quarta revolução industrial".
 
Sublinhando que, até 2025, 25% da produção de vestuário será feita por robôs, uma transformação que diz principalmente respeito à mão de obra pouco qualificada dos países emergentes, o “CEO Agenda” lembra aos líderes a necessidade de preparar a força de trabalho para esta inevitável transição.

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