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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
15 de out. de 2021
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Givaudan: vendas dos últimos nove meses impulsionadas pela perfumaria e pelos restaurantes

Por
AFP
Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
15 de out. de 2021

O grupo suíço Givaudan, especializado em perfumes e aromas, publicou vendas em alta nos últimos nove meses, impulsionadas pela perfumaria fina e pela recuperação no setor de restaurantes com o relaxamento das restrições sanitárias.


DR


De janeiro até ao final de setembro, o seu volume de negócios aumentou 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado, para 5 bilhões de francos suíços (4,7 bilhões de euros), indicou em comunicado.
 
Excluindo efeitos cambiais e aquisições, o seu crescimento foi de 7,7%, precisou a Givaudan, que revelou uma nova aquisição com a compra da americana DDW, The Color House, uma fabricante de corantes naturais, por um montante não divulgado.

Estas vendas estão em linha com as projeções dos analistas questionados pela agência suíça AWP, que previam em média 5 bilhões de francos.
 
As vendas da sua divisão de perfumaria valorizaram 8,4% excluindo efeitos cambiais e aquisições, para 2,3 bilhões de francos, impulsionadas pela perfumaria fina, em alta de 28,6%, quantificou o grupo, que desenvolve fragrâncias para grandes nomes da perfumaria como Christian Dior ou Prada.
 
Em comparação, a perfumaria fina recuou 11,3% em 2020 devido ao efeito do fechamento das lojas e da queda nas vendas nas lojas isentas de impostos dos aeroportos, recordou o grupo suíço.
 
As vendas da denominada perfumaria funcional, que por outro lado foram impulsionadas pela procura de aromas para produtos de higiene e manutenção, aumentaram por sua vez 2,5%.
 
Na sua atividade de aromas, as vendas aceleraram, subindo 7,2%, para 2,7 bilhões de francos, graças ao setor de restaurantes, que "continuou a sua recuperação no terceiro trimestre", precisou o grupo. Embora esta divisão tenha aguentado o choque graças à demanda por produtos consumidos em casa durante o confinamento, por outro lado sofreu com o fechamento dos restaurantes.

Corantes naturais



O grupo de Genebra confirmou os seus objetivos financeiros a médio prazo, visando ainda um crescimento de 4% a 5% no seu volume de negócios até 2025, excluindo aquisições.
 
Desde a aquisição da French Soliance em 2014, a Givaudan multiplicou operações de crescimento externo. O grupo, que gastou quase 1,3 bilhão de euros em 2018 para adquirir a francesa Naturex, também fez numerosas pequenas aquisições direcionadas, em particular no domínio dos ingredientes naturais.
 
Na noite de segunda-feira (11), véspera da publicação dos seus resultados, o grupo anunciou a aquisição da DDW, The Color House, uma fabricante de corantes naturais, incluindo corantes caramelo, açúcares caramelizados e " corantes castanhos à base de frutas e legumes".
 
Com sede em Louisville, no Kentucky, a empresa conta com 315 funcionários e 12 unidades de produção a nível mundial. Sem revelar detalhes financeiros, a Givaudan especificou que esta aquisição equivale a 140 milhões de dólares em vendas adicionais em relação ao seu volume de negócios em 2020, que foi de 6,3 bilhões de francos.
 
“Esta aquisição permitirá que a Givaudan se torne uma das líderes de mercado nos corantes naturais, atrás da Oterra”, reagiu Jean-Philippe Bertschy. A dinamarquesa Oterra é um dos principais fornecedores de corantes naturais para a indústria alimentar.
 
Às 8h15 GMT a ação caiu, no entanto, 1,21%, para 4.235 francos suíços, em um mercado em queda de 0,34%, pressionado pela realização de lucros após atingir um recorde histórico em agosto.

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