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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
15 de mai. de 2020
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Gastos mundiais com moda vão diminuir cerca de 300 bilhões de dólares em 2020

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
15 de mai. de 2020

A magnitude da crise que atingiu a indústria da moda em todo o mundo ficou muito clara em uma nova previsão de analistas que prevê que o mercado mundial de vestuário deve encolher mais de 15% este ano.


Os amantes das compras, especialmente os turistas, estarão em falta nos principais mercados.

  
Estima-se que a moda seja o setor mais afetado de todo o varejo, com um prejuízo de 297 bilhões de dólares em 2020, ou uma redução percentual de 15,2%. Mercados maduros como Estados Unidos, Hong Kong e os principais países europeus podem recuperar a normalidade apenas em 2022.

É isso que diz a GlobalData, especialista em dados e análises. Sua principal analista, Honor Strachan, afirma que os 10 principais mercados mais afetados, em termos de valor, responderão pela maior parte dessa perda total. 

Isso significa que os Estados Unidos "acumulará mais de 40% do prejuízo, o que contribuirá para que mais cadeias têxteis façam uso do Chapter 11 da Lei de Falências do país nos próximos meses”. O país já está testemunhando pedidos de recuperação judicial de grandes nomes, como J Crew e Neiman Marcus, e há especulações de que JC Penney seja a próxima.

De acordo com a GlobalData, embora a recuperação já tenha começado nos mercados que aliviaram as medidas de bloqueio e distanciamento social, qualquer recuperação é muito sensível à confiança do consumidor ou, melhor, à falta dela.


Consumo de vingança

Outras questões que também afetarão o varejo são a dependência de um país em relação ao turismo, o estado da economia e os níveis de desemprego, além da quantidade daquilo que a GlobalData chama de "consumo de vingança". Um termo que se refere ao consumo compulsivo após a liberação repentina do confinamento daqueles que estão dispostos e aptos a gastar.

Honor Strachan diz que pode haver o ressurgimento dos gastos em alguns mercados, e destacou que “na China, algumas marcas estão vendo suas vendas em lojas atingirem 80-100% dos níveis comerciais anteriores ao Covid-19, enquanto os varejistas de vestuário de algumas regiões da Alemanha também estão observando uma recuperação melhor do que o previsto.

No entanto, ela também alertou que aqueles que operam em mercados dependentes do turismo, como Hong Kong, "estão passando por condições comerciais muito mais graves". Ela também acredita que é muito cedo para avaliar a recuperação na Itália", mas estima que será longa e prolongada" e que "o mesmo se aplica à França, Estados Unidos e Reino Unido".

Embora os varejistas de alguns mercados testemunhem "consumo de vingança" nos primeiros meses após o confinamento e depois voltem aos níveis de 2019 durante o segundo semestre, nos 49 mercados avaliados pela Global Data, isso não deve compensar as perdas comerciais do primeiro semestre. Aqueles que esperam ver um nível significativo de crescimento quando os mercados voltarem aos trilhos provavelmente ficarão decepcionados.

"O mercado global de roupas não deve recuperar ou superar o valor registrado em 2019 até pelo menos 2022", concluiu Strachan.

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