Faturamento do setor de franquias deve crescer até 10% em 2019

As franquias devem ter alta entre 8 e 10% no faturamento em 2019 e gerar mais empregos em relação ao ano passado (5% de alta), de acordo com as previsões da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Segundo a entidade, a expansão das unidades deve ser de 5% a 6%, e o número de redes pode ampliar 1%, o que pode parecer um minúsculo, mas é um resultado positivo após um ano de declínio, afirma  o presidente da ABF, André Friedheim: ‘’Em geral, tratam-se de novas marcas nacionais e empresas tradicionais que aderem ao sistema de franchising”.


Segundo a ABF, a expectativa é que o franchising volte a crescer na casa dos dois dígitos - Facebook

A tendência de retomada do crescimento econômico é que tem motivado o setor. “As expectativas dos franqueadores para 2019 são positivas. O clima de otimismo observado no país com o início do novo governo e as possíveis medidas para estimular o crescimento econômico, incluindo a implantação das reformas da previdência e fiscal, favorecerão a retomada dos investimentos e o crescimento do franchising”, afirma André. “Nossa expectativa é que o franchising volte a crescer na casa dos dois dígitos e que o setor possa ser a principal referência de um consumidor mais empoderado”, completa o presidente da ABF.

Dados da ABF também mostram um ritmo maior da expansão do total de unidades em operação no Brasil. Em 2018, essa taxa foi de 5%, enquanto que em 2017 e 2016, esse valor foi menor, 2% e 3,1%, respectivamente. “De fato, observamos uma disposição maior das redes e candidatos a franqueado a investir. Na ABF Franchising Expo, por exemplo, tivemos um público visitante variado e feedbacks positivos dos expositores. Esse movimento já concorreu para o faturamento do setor neste ano”, ressalta o presidente da ABF.

O movimento de internacionalização das marcas brasileiras também continua. Em 2018, haviam 145 redes nacionais com operações em 114 países. Em 2017, era 142 redes, em 100 países. O segmento de Moda é o mais representativo, com 35 marcas. Já no movimento contrário, a ABF registrou a existência de 190 redes estrangeiras operando no Brasil, originárias de 24 países. Os Estados Unidos mantêm a liderança, com 79 das marcas, Portugal permanece na segunda posição, com 22 e a Espanha vem a seguir, com 13.

“Frente a um cenário local tão complexo, a internacionalização – ainda que tenha seus percalços – continua a ser uma estratégia de longo prazo de muitas redes brasileiras. Já temos um grupo significativo de marcas brasileiras no exterior, algumas delas com alto nível de maturidade, como mostrou um estudo conjunto da ABF com a ESPM”, ressalta André.
 

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