Fast Retailing: lucro líquido sobre 9,5% no primeiro semestre

O grupo japonês de vestuário Fast Retailing, proprietário da popular marca Uniqlo, anunciou na quinta-feira um aumento de 9,5% no seu lucro líquido no primeiro semestre, com as vendas das coleções de inverno a serem impulsionadas pela chegada do frio.


Uniqlo

A concorrente da Zara e da H&M registou um ganho líquido de 114,03 bilhões de ienes (915 milhões de euros) no final do período entre setembro e fevereiro, num volume de negócios que valorizou 6,8% para 1.267,7 bilhão.
 
O resultado operacional também melhorou positivamente (+1,4%), recuperando em comparação com os primeiros três meses, com o segundo trimestre a beneficiar da venda de peças em tecidos especiais eficazes contra o frio.
 
A Uniqlo, a marca estrela do grupo do multimilionário Tadashi Yanai, voltou a apresentar resultados sólidos no estrangeiro (aumento de 14% nas vendas), mas no Japão, onde as temperaturas permaneceram muito amenas até novembro, as roupas de inverno não se venderam tão rápido quanto o esperado.

Algo que foi parcialmente superado em dezembro e janeiro, antes que as roupas de primavera começassem a atrair os compradores.

No estrangeiro, os lucros da Uniqlo, que patrocina as estrelas do ténis Roger Federer e Kei Nishikori, aumentaram 9,6% ano a ano, enquanto no arquipélago desceram 23,7%.
 
No Japão, as vendas pela internet aumentaram 30%, para representarem 10% do volume de negócios da Uniqlo no arquipélago. O grupo congratula-se com a entrada em serviço de um centro de logística automatizado em Tóquio, que permite acelerar o processamento das encomendas.

A outra marca de "roupas básicas" da Fast Retailing, g.u., viu as suas vendas subirem 11% e o lucro operacional saltar 54%, ajudado por uma campanha publicitária na televisão.
 
As outras marcas (incluindo Theory e Princess Tam Tam) produziram no global resultados mistos, devido, entre outras coisas, à má fase que a Comptoir des Cotonniers atravessa.

A rede mundial da Fast Retailing, incluindo todas as marcas, está próxima dos 3.500 pontos de venda, incluindo a lojas em regime de franchise.

Para o exercício iniciado a 1 de setembro, o grupo ainda aponta para um lucro líquido de 165 mil milhões de ienes (que, a ser alcançado, será um novo recorde anual) e um volume de negócios de 2.300 bilhões de ienes (+8%). No entanto, espera-se que o seu lucro operacional seja de 260 bilhões (+10% num ano), ou menos 10 bilhões do que o esperado anteriormente.

Traduzido por Estela Ataíde

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