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Estela Ataíde
Publicado em
24 de ago. de 2022
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Facebook desiste de live shopping para se concentrar em “Reels”

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
24 de ago. de 2022

Dois anos depois de ter iniciado o live shopping, o Facebook disse que a ferramenta desaparecerá no dia 1 de outubro. Um novo sinal das dificuldades encontradas nesta prática comercial no Ocidente, onde o chinês TikTok também desistiu de implementar a modalidade.


Shutterstock


O live shopping deveria ser a próxima revolução no comportamento das compras online. A adoção em massa desta modalidade realizada através de vídeos ao vivo teve sucesso meteórico na China e nos seus vizinhos. Enquanto os confinamentos impulsionaram massivamente os internautas ocidentais para as 'lives', o otimismo surgiu naturalmente. No entanto, parece que o desenvolvimento das plataformas teria demorado demais, enquanto outros formatos ganharam terreno.
 
O grupo americano disse: “Como os consumidores tendem a ver cada vez mais vídeos curtos, agora estamos nos concentrando nos Reels no Facebook e no Instagram, o produto de vídeo curto da Meta.” O grupo havia anunciado as suas ambições de live shopping em 2018, mas se deparou com novos comportamentos nas redes sociais.

No entanto, o grupo Meta não abandonou as suas ambições de compras através de vídeos e destacou que marcas e influenciadores podem identificar produtos compráveis diretamente nos seus Reels no Instagram. Ao contrário das “Stories”, vídeos de 15 segundos transmitidos por apenas 24 horas (conceito introduzido pelo Snapshat), os Reels (conceito introduzido pelo Tiktok) podem durar até 60 segundos e permanecem pesquisáveis e podem ser destacados pelo algoritmo da rede.

O live shopping continua, por seu lado, na agenda de outros grupos, como a Amazon, que lançou o Amazon Live em 2019. O grupo de Jeff Bezos apoia-se sobretudo no sucesso da Twitch, a sua plataforma dedicada ao live streaming, que tem uma média permanente de 2,5 milhões de espetadores conectados em todo o mundo. No domínio das redes sociais, Twitter, Pinterest e Youtube (Google) também aderiram à tendência. Assim como o Ebay, que há apenas algumas semanas implantou a sua plataforma dedicada às vendas ao vivo. Na China, o live shopping deverá aproximar-se dos 480 milhões de dólares em vendas geradas este ano, de acordo com um estudo da Foresight Research.

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