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Exportações de calçados têm alta de 0,9% em volume em 2019

Publicado em
today 13 de jan de 2020
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As exportações de calçados chegaram a 114,55 milhões de pares em 2019, o que gerou uma receita de US$ 967 milhões, segundo dados da ​Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Os números representam uma queda de 0,9% em faturamento e um incremento de 0,9% em volume no comparativo com 2018.


Calçados brasileiros no exterior ficaram mais competitivos por causa da alta do dólar - VanveenJF / Unsplash


Segundo o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o resultado geral apontou para uma forte influência do câmbio no período. Com o dólar cerca de 10% mais valorizado do que no ano anterior, os calçadistas conseguiram formar preços mais competitivos no mercado internacional. “Se convertermos para Real, a exportação de 2019 foi 7% superior a de 2018”, explica.

O resultado do ano também teve a influência do mercado norte-americano, que importou mais calçados brasileiros para fugir das sobretaxas aplicadas ao calçado chinês em função da guerra comercial instalada entre Estados Unidos e China. Em 2019, o principal destino do calçado brasileiro no exterior importou 11,9 milhões de pares por US$ 197,5 milhões, incrementos de 10,5% e de 18,4%, respectivamente, ante 2018.

O segundo destino do calçado brasileiro no exterior, no entanto, puxou a média geral para baixo. Em profunda crise econômica, em 2019 a Argentina importou 10 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 105,2 milhões, quedas de 15% e 24,7%, respectivamente, no comparativo com o ano anterior.

Assim como as exportações, as importações tiveram influência da guerra comercial Estados Unidos e China. Com suas exportações para o maior mercado importador de calçados do mundo restritas, a China precisou desovar seu excedente em outros países, inclusive no Brasil. Conforme levantamento da Abicalçados, esse rearranjo foi o equivalente a US$ 420 milhões em calçados, que seriam exportados para os Estados Unidos e tiveram mudança de rota.

Mesmo com a aplicação da tarifa antidumping (em US$ 10,22 por par importado), as fábricas chinesas embarcaram rumo ao Brasil 8,33 milhões de pares por US$ 48 milhões, incrementos tanto em volume (12,5%) quanto em receita (33,3%) na relação com o ano anterior.

No ano, entraram no Brasil 28,17 milhões de pares por US$ 373,9 milhões, altas de 6% em volume e de 7,6% em receita no comparativo com 2018.

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