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12 de jul. de 2021
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Exportações de calçados do primeiro semestre voltam a níveis pré-pandemia

Publicado em
12 de jul. de 2021

O setor calçadista brasileiro indica uma sensível recuperação nas exportações de calçados no primeiro semestre de 2021. Conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), no primeiro semestre, os embarques somaram US$ 389 milhões, pela comercialização de 57 milhões de pares. As altas são de 17,7% em receita e de 32,3% em volume no comparativo com a base deprimida de 2020 do mesmo período do ano passado, quando o mundo passava pelo auge da pandemia do novo coronavírus. Já no comparativo com o período pré-pandêmico, com o primeiro semestre de 2019, houve quedas de 19% em receita e de 0,3% em volume. O valor menor gerado pelas exportações, explica a Abicalçados, se dá em função do ajuste de preços para o mercado internacional, já que com o dólar mais valorizado é possível conceder valores mais competitivos.


Mulher trabalhando em fábrica de calçados - Divulgação Abicalçados


Segregando apenas o mês de junho, em 2021, foram embarcados 7,78 milhões de pares, que geraram US$ 65,47 milhões, altas de 116% em volume e de 84% em receita no comparativo com a base deprimida de junho passado. Já no comparativo com junho de 2019, o avanço é de 19,7% em pares e a queda é de 2,6% na receita gerada. 

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que, embora exista um indicativo de sensível recuperação dos embarques, possivelmente o setor encerrará 2021 em níveis abaixo dos registrados na pré-pandemia, em 2019. “Estamos crescendo sobre uma base historicamente fraca, que nos levou a patamares de quase quatro décadas atrás”, avalia o executivo, lembrando que no ano passado as exportações caíram mais de 18%.

Assim como as exportações, as importações de calçados registraram incremento em junho. Terceiro mês consecutivo de alta ante 2020, o mês seis registrou a entrada de 1,3 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$ 26,7 milhões, altas e 23,2% e de 19,7% ante junho de 2020. No acumulado do semestre, as importações de calçados somaram 12 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 159,7 milhões, queda de 4,6% em volume e alta de 1% em receita em relação aos seis meses do ano passado. 

As três principais origens do calçado importado pelo Brasil seguem sendo Vietnã, Indonésia e China. Conforme o relatório, no mês de junho o Vietnã exportou para o Brasil 547,6 mil pares por US$ 12,64 milhões, queda de 10% em volume e alta de 9,1% em receita na relação com o mês correspondente de 2020. A Indonésia embarcou 216 mil pares por US$ 4,34 milhões, queda de 6,7% em volume e alta de 3,8% em receita em relação a junho do ano passado. A China, por sua vez, registrou as maiores altas. No mês seis, foram importados 286 mil pares chineses por US$ 1,68 milhão, incremento de 125% em pares e de 9% em receita no comparativo com igual período de 2020. 

No acumulado dos seis meses, as importações dos países asiáticos registraram os seguintes números: Vietnã, 4,43 milhões de pares e US$ 89 milhões, quedas de 16,4% e 1,5%, respectivamente; Indonésia, 1,5 milhão de pares e US$ 27,2 milhões, quedas de 8,6% e 0,1%, respectivamente; e China, 5 milhões de pares e US$ 18,55 milhões, alta de 5,2% em volume e queda de 5,5% em receita ante 2020. 

Em partes de calçados - cabedais, palmilhas, solas, saltos etc - as importações do semestre somaram US$ 12,5 milhões, alta de 18% em relação ao primeiro semestre de 2020. As principais origens foram Paraguai, Vietnã e China.

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