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9 de ago. de 2011
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Exportações calçadistas caem 28%

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Publicado em
9 de ago. de 2011

Há tempos os calçados não aparecem mais na lista dos principais produtos da pauta de exportação do Brasil. A perda de participação no mercado externo se acentou ainda mais em julho, quando os fabricantes brasileiros de sapatos perderam 28% das vendas no comércio internacional, o pior resultado desde setembro de 2009, ano da crise internacional, e mês em que o setor teve queda de 39,5% no faturamento com os embarques para o exterior.

Dados preliminares divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que no sétimo mês do ano o comércio de calçado rendeu US$ 110 milhões em divisas, ante os US$ 152 milhões em julho do ano passado. As perdas no acumulado do ano já chegam a US$ 127 milhões, ou 14% em relação ao mesmo período do ano passado.

Mais cortes nos negócios

Mesmo sem ultrapassar a barreira do resultado positivo, o setor coureiro também vem perdendo vendas no cenário internacional. Em julho, assim como em junho, voltou a repetir um desepenho tímido, com uma taxa de crescimento de 3%. Ou seja, praticamente a mesma comercialização feita no mesmo mês de 2010. No acumulado do ano, o comércio com outros países sustenta 18% de incremento.

O resultado já tinha sido previsto por Wolfgang Goerlich, presidente do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), quando do fechamento do semestre. “Infelizmente, o volume das exportações também nos próximos meses deve ficar num patamar inferior ao primeiro semestre, uma vez que a indústria curtidora como a maioria das indústrias manufatureiras do país está perdendo competitividade no mercado internacional”, disse ele.

Transferência de custos é impossível

Diversos fatores estão impactando negativamente a indústria brasileira do couro e do calçado. Mas o elemento número um continua sendo a questão cambial. Tanto Goerlich como o presidente da Abicalçados, Milton Cardoso, lembram que o dólar, em comparação ao real, caiu aos menores níveis desde 1999, tonarnado inviável a transfência dos altos custos de produção do Brasil para os clientes do exterior. “O encarecimento nos custos, transformado em dólares, elimina a rentabilidade, provocando prejuízos à indústria”, explicou o dirigente do CICB.

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