×
Publicado em
21 de out. de 2015
Tempo de leitura
2 Minutos
Compartilhar
Baixar
Fazer download do artigo
Imprimir
Clique aqui para imprimir
Tamanho do texto
aA+ aA-

EUA e onze países alinham acordo comercial histórico, Brasil assiste

Publicado em
21 de out. de 2015

No início de outubro, os Estados Unidos e onze países anunciaram acordo com objetivo de criar a maior zona de livre comércio do mundo. Batizado de Acordo Estratégico Transpacífico de Associação Econômica (TPP – sigla em inglês), a parceria une países responsáveis por 40% do PIB mundial e deve mexer com a estrutura do comércio internacional, afetando, além dos países envolvidos na iniciativa, os excluídos, caso do Brasil.


Encarado como uma reação ao gigantismo econômico da China, o acordo une Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Cingapura e Vietnã.

Especialistas da Escola de Economia da FGV ouvidos pela Folha de São Paulo apontam que a parceria pode encolher as exportações brasileiras em até 2,7%, cenário que considera a eliminação das taxas de importações e de pelo menos 50% das barreiras não tarifárias existentes.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, a indústria brasileira será prejudicada. Atualmente o principal mercado para o calçado brasileiro, os Estados Unidos, pode representar o maior revés para os exportadores de calçados.

"Com a redução, ou até eliminação de tributos, a importação norte-americana de calçados de países como Vietnã, Malásia e México deve aumentar consideravelmente. Como o nosso calçado ficará mais caro, não teremos condições de competitividade para manter aquele mercado", projeta o executivo.

Passividade
Klein aponta, ainda, que uma maior celeridade do Brasil na costura de acordos internacionais relevantes seria uma forma de amenizar o problema. "Mas, infelizmente, não vislumbramos. O Brasil segue preso ao Mercosul e não fez nenhum acordo comercial relevante nos anos recentes. Estamos assistindo passivamente uma nova configuração do comércio mundial", lamenta.

Para que o tratado entre em vigor, o texto do acordo deve ser aprovado pelos Congressos dos países signatários. O Congresso dos Estados Unidos, por exemplo, já sinalizou que deve ratificar as regras do acordo para que o TPP entre em vigor no país. A assinatura do acordo é considerada a maior conquista econômica da gestão do presidente Barack Obama.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Abicalçados 

Copyright © 2022 FashionNetwork.com. Todos os direitos reservados.