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EFE
Traduzido por
Novello Dariella
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16 de set. de 2021
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Estudo diz que reutilizar um quilo de roupa economiza 25 kg de CO2

Por
EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de set. de 2021

Cada quilo de roupa reutilizada representa uma economia de 25 quilos de CO2, de acordo com um estudo da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC).


Pexels/ Liza Summer


Este é um dado que a UPC obteve após uma extensa revisão bibliográfica sobre as pesquisas realizadas até o momento em relação à economia de emissões que o reaproveitamento de roupas representa.  A universidade destaca que o número difere das estimativas da União Europeia (UE) que "apontavam para uma economia de apenas 3.169 kg de CO2 por quilo de roupa reutilizada".

A revisão bibliográfica foi realizada no âmbito de uma pesquisa do Instituto de Investigação Têxtil e Cooperação Industrial de Terrassa (INTEXTER) da UPC, que analisou a composição das fibras de cerca de 550 quilos de roupa provenientes da 'Fundación Formación y Trabajo'.

A análise foi realizada graças a uma metodologia inovadora que consiste em triturar as peças de roupa e uniformizar a mistura, e o resultado permitiu determinar a composição dos produtos têxteis, indicou a UPC.

De acordo com o documento, do total de roupas usadas, 62% das peças são reaproveitáveis ​​e 37% recicláveis. Em relação às fibras das peças, o estudo concluiu que o algodão é o mais reciclável, em 50%, e 60% é reutilizável, seguido pelo poliéster, que é reciclável e reutilizável em 30%, respectivamente.

Sendo assim, 80% das roupas são recicláveis ​​e 88% reutilizáveis, segundo a UPC. Já as roupas feitas com fibras acrílicas são 12,4% recicláveis ​​e 3,1% reutilizáveis, uma vez que "se deterioram mais facilmente".

Segundo o diretor da INTEXTER, Enric Carrera, “diante da análise, a estratégia de reciclagem de resíduos têxteis pós-consumo deve se concentrar na recuperação e reaproveitamento de 80% das fibras predominantes, que são o algodão e o poliéster”.

De acordo com Carrera, ao duplicar a vida útil de uma peça de roupa, "atingiríamos uma redução de 44% nos gases de efeito estufa produzidos pela indústria da moda" e ao ampliar em nove meses o uso ativo de uma peça, “a pegada de carbono, a água e os resíduos seriam reduzida em 20 e 30%".

O estudo inclui uma análise da composição das fibras das peças de vestuário oferecidas pelas lojas virtuais de grandes marcas. Foram analisadas 701 peças das trinta principais camisetas, suéteres, jeans, roupas íntimas, meias e camisas da Zara, H&M, C&A e Mango. 

A análise revelou que 66,8% das peças analisadas apresentam mistura de fibras, o que limita significativamente o seu potencial de reciclagem. Em contrapartida, apenas 37,3% das peças estudadas são feitas com uma única fibra.

Também foram analisados ​​361 artigos para a casa, como lençóis, toalhas de banho, toalhas de mesa e cortinas das marcas Ikea, Zara Home, H&M Home 10 x10 e Carrefour. Ao contrário do vestuário, os têxteis para o lar apresentam mais produtos feitos com apenas um material, e as fibras mais presentes são em primeiro lugar o algodão, seguido de poliéster, linho, viscose e liocel, respectivamente.

Em relação aos lençóis e toalhas de banho, predomina o algodão 100%, enquanto às toalhas de mesa e cortinas predomina o poliéster 100%, embora também existam misturas binárias entre algodão, poliéster e algodão, e linho.

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