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Essilor-Luxottica iniciam fusão

Por
Ansa
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 1 de out de 2018
Tempo de leitura
access_time 2 Minutos
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Em 1º de outubro, nasceu a empresa Essilor-Luxottica. Na Bolsa de Valores de Paris, a Newco foi trocada com o novo nome. Esses são os primeiros passos de um novo gigante da indústria, com mais de 16 bilhões de euros em faturamento, 55 em capitalização, quase 140.000 funcionários e vendas em mais de 150 países.


luxottica.com


A fusão entre o grupo de óculos italiano, fundado por Leonardo Del Vecchio, e a empresa pública francesa de lentes oftálmicas foi anunciada em janeiro de 2017, mas só poderia ser realizada após o sinal verde do antitruste dos Estados Unidos, União Européia, Brasil, Canadá e China. Ainda falta o da Turquia, mas ela não é vinculativa. A empresa está confiante no êxito e dará continuidade à conclusão de uma das maiores fusões “cross border” já vistas na Europa.

Em 11 de outubro, a empresa irá enviar à Consob o prospecto relativo à oferta pública de permuta das ações flutuantes remanescentes da Luxottica (a Delfin tem cerca de 63%). A luz verde da Consob está prevista para o dia 26 de outubro, e a oferta deve ocorrer entre 29 de outubro e 27 de novembro. A Assembléia de Acionistas da Essilor-Luxottica deverá ser convocada para 29 de novembro.

Até o momento, 38,3% da Newco pertencem à Delfin de Del Vecchio; 4,9% correspondem aos funcionários da Essilor, enquanto os 56,9% das ações permanecem flutuando. Então, se a oferta pública das ações da Luxottica remanescentes no mercado tiverem uma adesão total, a parcela Delfin na Essilor-Luxottica será diluída para 31,3%, a dos funcionários-acionistas da Essilor para 4%, enquanto a de ações flutuantes irá aumentar para 63,1%.


Leonardo Del Vecchio


Conforme acordado, o Conselho de Administração da nova companhia será metade italiano e metade francês, e terá a presença do atual CEO da Luxottica, Francesco Milleri. Del Vecchio será o presidente executivo, apoiado por Hubert Sagnieres, número um da Essilor, que se tornará vice-presidente executivo. Segundo a Essilor, as partes concordaram que "salvo decisão contrária do Conselho de Administração da Essilor-Luxottica" no futuro, os dividendos não excederão 50% do lucro líquido consolidado.
 

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