Espinafre e cebola tingem lãs que viram peças fashion


Blusa verde tingida com espinafre; nas bolsas, detalhes amarelos - e marrons receberam tinta de cebola e casca de árvore - 12 de janeiro de 2010 Foto: Rosângela - Espinossi/Especial para Terra
Direto do Rio de Janeiro


A sustentabilidade ganha cada vez mais espaço no mundo fashion. Exemplos não faltam. Um giro pela Rio-à-Porter, feira de nogócios do Fashion Rio, prova isso. Lá entra-se num estande e se depara com papel reciclado com sementes para ser plantado depois de usado, tecidos feitos de produtos 100% reciclados e até com lã tingida com produtos como espinafre, cebola, beterraba e cascas de árvores.

No estande da Brasil Social Chic, os trabalhos artsenais de algumas das cinco cooperativas participantes são feitos de fibras naturais, como taboa e bananeira, e ganham lã tingida com cebola, espinafre e cascas de árvores, que dão um colorido natural às peças. Destaque para a blusa de tricô verde, da Cdac, de Mato Grosso do Sul, tingida com o caldo da verdura, depois de passar por um processo que permite a fixação da cor.

No estande do Instituto e., empresa idealizada por Oskar Metsavath, da Osklen, com o objetivo de mapear as matérias-primas sustentáveis na cadeia de moda, há por exemplo o tecido da Denovo, feito totalmente com
fibras recicladas, tanto de garrafas pet quanto de sobras de tecidos não utilizados. "Há até a categoria de 'escolhedeiras', que separam os fios possíveis de serem utilizados na confecção de novos tecidos", disse Nina Braga, diretora do Instituto e.

Entre outros produtos do espaço está o papel reciclado que possui sementes no seu interior, produzido pela empresa Papel Semente, criada em 2009. Além de flores, as embalagens têm também sementes de hortelã, alecrim, agrião, para fazer uma hortinha.

Rosângela Espinossi

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