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Entidade nega suspensão da exportação de couro em suposto boicote pela Amazônia

Publicado em
today 28 de ago de 2019
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A suspensão da compra do couro brasileiro por 18 marcas internacionais não foi confirmada pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), que representa o setor. Na terça-feira, a entidade enviou um comunicado ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alertando sobre o boicote que um grupo de fabricantes de acessórios faria ao Brasil em função das notícias relacionadas à Amazônia.


Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil: polêmica sobre exportações - Divulgação


Entre as marcas estariam nomes como Timberland, Kipling, Vans e The North Face. Agora, o CICB voltou atrás e esclareceu estar recebendo mais questionamentos sobre rastreabilidade dos animais. Em comunicado à imprensa, a associação diz que o "fornecimento e exportações continuam normais, sendo o Brasil um dos maiores produtores mundiais de couro".

Em seu perfil no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro escreveu que as exportações seguem normais: "Mais cedo, jornais publicaram que 18 marcas suspenderam a compra de couro brasileiro. Àqueles que torcem contra o país e que vergonhosamente divulgaram felizes a notícia, informo que o Centro de Indústria de Curtumes do Brasil negou tal suspensão".

O presidente do CICB, José Fernando Bello, deve ter uma reunião na quinta-feira com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em Porto Alegre. Na pauta, medidas para minimizar os efeitos da crise de imagem do agronegócio brasileiro frente ao crescimento do desmatamento na Amazônia.

No comunicado enviado na terça-feira ao governo, a instituição dizia que o anúncio da suspensão das importações era uma "informação devastadora" para o Brasil, uma "nação que exporta mais de 80% de sua produção de couros, chegando a gerar US$ 2 bilhões em vendas" ao ano.

Segundo o presidente do CICB, não houve retorno por parte do Ministério do Meio Ambiente sobre a demanda do setor.

As Exportações de Couros e Peles apresentadas pela Secretaria de Comércio Exterior, referentes ao mês de julho de 2019, registraram o valor de US$ 84,2 milhões, o que significa um aumento de 8,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram exportados US$ 77,7 milhões. China, Itália e Estados Unidos são os maiores compradores.

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