Entenda a polêmica envolvendo a Loja Três

Marca de moda que virou queridinha das jovens antenadas, descoladas e de olho na sustentabilidade, a Loja Três viu seu nome ser envolvido numa grande polêmica. Isso após uma reportagem do portal Universa, da plataforma "Uol", denunciar que 11 funcionários e ex-funcionários relatam casos de racismo, gordofobia e assédio moral dentro da empresa. 


Loja Três: ares minimalistas conquistaram paulistas e cariocas - Reprodução Instagram Loja Três

De acordo com a reportagem, há relatos uma ex-gerente sobre a pressão que sofreu da própria dona da empresa, Guta Bion, para que ela pedisse a uma funcionária negra que parasse de usar tranças. Entre as situações relatadas, uma coordenadora disse ter sido instruída a não contratar mulheres com filhos pequenos nem rapazes gays. Guta também teria dito que não contrataria trabalhadoras que "não coubessem nas roupas que vendem" ou homossexuais "muito afeminados". Ex-funcionárias também relataram histórias de constrangimento, como não poder buscar água nos bebedouros, apenas em momentos pré-definidos, ou que o papel higiênico e o açúcar para o café eram regulados, sem falar em xingamentos públicos. 

Em uma nota publicada em seu Instagram, a Loja Três afirma que as acusações de 11 ex-funcionários entrevistados pela reportagem "não retratam a realidade" do dia a dia da empresa e ressaltou que a maior parte das denúncias "são anônimas e dizem respeito a fatos que desconhecemos", o que dificulta a "necessária apuração e diálogo com as pessoas envolvidas". A marca também lembra que "as alegações não foram oficializadas pelo Ministério Público" e não tem provas, mas que não se furtará de apurar todas as denúncias, com apoio, inclusive, de uma empresa de compliance para condução do processo com isenção, transparência e rigor."

Na internet, no entanto, usuários e clientes da Três criticaram o esclarecimento publicado: "Então vocês tão dizendo que as pessoas que denunciaram são mentirosas..?", comentou um internauta.

Outros ex-funcionários, além dos ouvidos pelo portal Universa, também apareceram para denunciar a marca: "Não participei da matéria, mas sou prova VIVA de tudo o que vocês me fizeram passar dentro dessa loja. Vocês são patéticos. Afastar a Guta [uma das donas] é fácil, e os filhos? Os 3 estão errados igualmente. Não adianta nada a equipe de marketing querer passar pano para racista. Melhorem. Vocês são mentirosos, isso sim. Um discurso tão amarrado que até na mentira vocês querem sair ganhando. Nos poupem disso", relatou uma delas.

"Que mentirosos!!! trabalhei por apenas três dias como stylist na loja do rio design leblon e logo pedi demissão porque no meu segundo dia de trabalho sofri assédio moral na frente de todos da loja pela gerente Ana, além de terem oferecido uma vaga X e teria que fazer funções que não foram ditas na entrevista. todos que trabalhavam ali eram infelizes", controu outro.

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