Encenação e glamour protagonizam a Alta-costura de Paris

Madri (TRENDSmérica) – Paris diz adeus à Alta-costura após cinco dias cheios de glamour, pedraria e musas da moda. A Semana de Alta-costura da capital francesa, que arrancou a 05 de julho e finalizou em 9 de julho, exibiu as últimas apostas para a temporada outono-inverno 2016.

Atelier Versace foi a encarregada de abrir os desfiles no passado domingo e o fez transformando a passarela num jardim de sonho. De fato, a designer Donatella Versace cobriu o chão com 25.000 orquídeas em tons amarelos e violáceos, protegidas por um cristal sobre o qual caminhavam as modelos.

Desfile Atelier Versace, Alta-costura de Paris, outono-inverno 2016 - Fotos: Facebook/Haute Couture Week

Tons pretos, azuis e rosados dominaram as criações, confeccionadas com tecidos vaporosos e transparências. Embora suas peças não tenham sido as únicas a brilharem na passarela. Como uma bela ninfa, apareceu também Kendall Jenner, que atraiu todos os olhares ao entrar com um vestido de desenho gótico em prata e preto, monopolizando todos os olhares dos espectadores.
 
Fendi cria polêmica com o uso das peles
 
Nesta ocasião, a moda em Paris também não esteve isenta de polêmica. Karl Lagerfeld, ao comando da marca Fendi, decidiu debutar neste fashion 'show' com uma primeira coleção baseada nas peles.

Fendi, Alta-costura de Paris, outono-inverno 2016

As reações não se fizeram esperar, provocando um grande número de protestos por parte de ativistas e defensores dos direitos dos animais.

No entanto, esta resposta não pegou de surpresa o estilista, que já tinha contratado um serviço extra de segurança na entrada da bolsa de valores de Paris, o edifício que recebeu a Alta-costura.

E de um palco revolucionário a outro idílico. O criador libanês Elie Saab foi fiel ao seu estilo, convertendo as modelos em autênticas princesas. O ouro foi o protagonista da sua coleção de sonho, embora também não tenha faltado na sua paleta preto, verde e tons de vinho, sempre acompanhados de delicados bordados e pedrarias.

Desfile Viktor&Rolf, Alta-costura de Paris, outono-inverno 2016

Um dos desfiles mais originais da temporada foi aquele da assinatura Viktor&Rolf, com o qual a afirmação de que a moda é arte ficou patente literalmente, ao transformar as mulheres em quadros andantes.
 
As apostas da Chanel e os sonhos de Murad
 
A maison Chanel, por sua vez, exibiu um dos shows mais esperados desta edição e nele apostou tudo com suas criações. Karl Lagerfeld deixou aos presentes estupefatos ao fazer do palco um autêntico cassino. Cheio de glamour.

Num desfile cheio de cores frias e tons neutros, um ou outro vestido de cor vermelha, destacaram-se os tailleurs, toureiras e as saias lápis, cuja aposta recaiu sobre o icônico traje de Coco Chanel – saia e blazer –; um desfile cobiçado e teatral que uma vez mais agradou aos espectadores que esperavam o melhor da 'Haute Couture' do criador alemão.

Desfile Chanel, Alta-costura de Paris, outono-inverno 2016

A proposta de Chanel acompanhava uma maquiagem forte, quase de boneca, com as maçãs do rosto muito marcadas e lábios rouge e um corte de cabelo de estilo chanel, mas adaptado à modernidade dos novos tempos com a parte da nuca raspada à altura da metade da cabeça.

Entretanto, Lagerfeld não foi o único que alcançou o protagonismo na passarela de Paris. Zuhair Murad, por seu turno, fez sonhar os espectadores com um céu estrelado que se modelava também nos seus desenhos, cheios de detalhes em pedraria. Capas, saias curtas e cinturas marcadas, e o fetiche das grandes marcas dos últimos tempos... a transparência.
 
Zuhair Murad levou à passarela uma transparência sutil que misturada à magia dos brilhos e dava o toque de elegância, que apareceu ainda em calças. Decotes grandes nas costas e no seio, despertando a atenção aos detalhes mais sensuais do corpo feminino.

Desfile Zuhair Murad, Alta-costura de Paris, outono-inverno 2016 - Foto: Agência Fotosite

O 'look navy' com Jean-Paul Gaultier, a exaltação do feminino com Dior e o musical da moda com Franck Sorbier, que transformou a passarela num palco de balé clássico com bailarinas a exibir suas criações. Na Alta-costura de Paris houve espaço para todas as ideias e conceitos de moda ou elegância.
 
O encerramento da semana de moda mais cobiçada do mundo ficou por conta de grifes como Azzarro, que converteu a passarela numa discoteca dos anos setenta com desenhos fluentes entre tons violáceos, metalizados, azul elétrico e lima.
 
A grife despediu-se da Semana da Alta-costura de Paris acompanhada de outras importantes marcas que apresentaram suas propostas como Instituto Marangoni Paris, Coppélia Pique, Zvonko Markovic, Eymeric Francois, Reouven Zana e Maison Anggy Haif.

Depois de tanto, brilho, sonho e beleza, resta esperar os desfiles da próxima temporada na qual a moda fará sonhar aos assistentes uma vez mais.

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