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Em um mundo pós-COVID-19, como vamos consumir?

Publicado em
11 de mai de 2020
Tempo de leitura
6 Minutos
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Como muitos países europeus se preparam para o desconfinamento e esperam que as compras físicas voltem a aumentar lentamente, chegou o momento de retirar lições da nossa experiência atual, em uma tentativa de compreender o consumo de amanhã. Como muitos observaram até agora, a crise atual funcionou como um acelerador das tendências emergentes. Dois estudos em particular, realizados pela WGSN e Euromonitor, analisam a questão, revelando um antes e um depois do COVID-19.


Haverá um antes e um depois COVID-19 - Euromonitor International


"A pandemia de coronavírus é o maior motor global de mudança observado desde há muito tempo, alterando muitas atitudes dos consumidores. As indústrias serão pressionadas a se adaptar à medida que enfrentamos uma realidade que exige flexibilidade, resiliência e, acima de tudo, criatividade tanto dos indivíduos como das empresas", diz Carla Buzasi, diretora executiva da WGSN.

"Quando esta crise acabar, sabemos que vamos emergir em um mundo diferente, o que significa que os produtos e experiências que agora nos propomos criar também terão de ser diferentes. Neste cenário, é mais importante do que nunca compreender o que as pessoas ainda vão querer comprar e como criar os produtos certos. Embora dependamos da conectividade digital para sobreviver a estes tempos turbulentos, é a nossa necessidade de conexão humana que realmente moldará nossas vidas", afirma a Buzasi no relatório de tendências publicado recentemente, Future Consumer 2022.

A WGSN destaca os quatro principais sentimentos que irão invadir os consumidores: medo; resiliência equitativa, capacidade de resistir; otimismo radical para enfrentar o catastrofismo prevalecente; e a dessincronização da sociedade, onde as tarefas permanecem as mesmas, mas ocorrem de forma autônoma em momentos diferentes, conduzindo ao colapso das comunidades. Como resultado, com a perda destas interações diárias, as comunidades irão se dividir. Estes quatro fatores comportamentais terão impacto na população mundial e serão traduzidos em três perfis de consumidores: Adeptos da Estabilizade, Pioneiros e Novos Otimistas.

Os primeiros priorizam a estabilidade em todos os aspectos de suas vidas em resposta à dessincronização atual e aos sentimentos de incerteza crônica. Eles querem experiências de varejo simplificadas, um comércio calmo e uma relação tranquilizadora com as marcas. A WGSN aconselha, portanto, a "criar ambientes e produtos relaxantes projetados para aliviar o estresse e a ansiedade".


Alimentando a demanda do consumidor por um produto exclusivo e sustentável

Os segundos querem redefinir o ciclo de trabalho global com o espírito de "trabalhar menos, mas melhor", com uma clara fronteira entre a vida privada e profissional. Principalmente das gerações X e Y, os Pioneiros procuram criar raízes em suas comunidades, mas não se estabelecem em suas carreiras, e inauguram uma nova era de localismo. Existem várias estratégias para seduzi-los: o estudo recomenda estimular a frequência das lojas locais e alimentar a demanda dos consumidores por um produto exclusivo e sustentável, recorrendo aos arquivos, por meio de e e-shops dedicadas a coleções passadas. Ele também nos convida a identificar plataformas de comércio social para estabelecer parcerias estratégicas.


Os 4 sentimentos (parte de cima) e os 3 perfis (parte de baixo) dos consumidores, de acordo com a agência inglesa - WGSN


Pesados ​​pelo aumento do medo e da ansiedade, os Novos Otimistas têm um grande apetite por alegria de viver e abrangem tanto consumidores jovens, como idosos. Para as gerações mais jovens, as marcas terão que criar produtos e serviços adequados ao seus estilos de vida, com foco em entregas hiperlocal e facilitando ainda mais o processo de compras online. Os varejistas devem investir em eventos de compras ao vivo para estimular as vendas e navegar na busca por pechinchas e produtos de edição limitada. Em uma cultura obcecada pelos jovens, as marcas terão de atualizar suas representações do envelhecimento para estabelecer um diálogo com todos e celebrar todas as idades, aconselha a WGSN.

Em conclusão, a empresa especializada em previsão de tendências enfatiza três elementos. Primeiro, concentre-se na simplicidade, criando um ambiente online e loja que facilite a experiência de compra. Em segundo lugar, a onipresença da transmissão ao vivo levará as empresas a investir de maneira inovadora na criação de eventos comerciais ao vivo. Por fim, a evolução do comércio sob demanda fortalecerá as plataformas online que se concentrarão no local.


Uma saída para a crise em tempos diferentes

Por seu lado, o Euromonitor International publicou em janeiro as 10 tendências globais de consumo para 2020. A crise do novo coronavírus fez com que modificasse as suas previsões e a empresa prevê, em particular, uma saída da crise em tempos diferentes. Hoje, temos que gerenciar uma situação de extrema perturbação. Com o desconfinamento, viagens limitadas e condições sanitárias rigorosas conduzirão à certas práticas, enquanto, a longo prazo, outras tendências fundamentais se instalarão.

O fornecedor de estudos de mercado reposicionou suas dez principais tendências para 2020 em uma escala temporária, dividida em quatro estágios. Para começar, cinco tendências experimentarão um pico imediato seguido por uma mudança de longo prazo:  "Casas Multifuncionais" (Multifunctional Homes), centrada em trabalho, lazer, esporte e outras compras; "Além do Humano" (Beyond Human) que, graças à tecnologia e à inteligência artificial, elevará o nível de bem-estar e conforto;  "Bem-Estar Psíquico" (Minding Myself) enfatizando produtos de autocuidado e realmente eficazes para reduzir o estresse; "Retorno às Raízes" (Proudly Local, Going Global), por meio de marcas de nicho com referências locais; e "Inclusividade" (Inclusive for All), que incentivará as marcas a dar mais ênfase à diversidade, reduzindo o preconceito com produtos acessíveis a todos.

Uma tendência, em particular, terá um pico imediato seguido de uma normalização:  "Me Agarre em Segundos" (Catch me in Seconds), trata-se do forte desejo do consumidor de obter informações ou conteúdos concisos rapidamente. Diante do avalanche de dados lançados na Internet, as empresas terão de aprender a comunicar de forma concisa, relevante, e no momento certo para captar a atenção de um cliente em potencial.


As 10 tendências de consumo para 2020 definidas pela empresa de pesquisa de mercado. - Euromonitor International


Nenhuma mudança, no entanto, para a emergência climática (We Want Clean Air Everywhere). Tendo se tornado uma prioridade para muitos, essa tendência continuará influenciando os compradores da mesma forma em suas escolhas, mesmo que algumas pessoas pensem que a pandemia de coronavírus pode arrastar a luta contra o aquecimento global para o segundo plano.


Reciclagem e compartilhamento não estarão na agenda em um primeiro momento

Por fim, nesse período de desconfinamento, é provável que três tendências sofram um forte declínio antes de se normalizarem. Em primeiro lugar, a "Mobilidade sem Atrito" (Frictionless Mobility), ou necessidade de transportes flexíveis e personalizados. Com restrições de viagem, o cenário de um modo de transporte  adaptado ao nosso tempo, orçamento e outros, no qual o carro não é mais uma prioridade, obviamente não poderá ser implementado no futuro imediato, mas continua viável a longo prazo.

Os "Revolucionários de Reutilização" (Reuse Revolutionaries), ou seja, os temas de reciclagem e compartilhamento não estarão na agenda no início, segundo o Euromonitor, pois as pessoas estarão mais focadas na emergência de saúde, deixando pouco espaço para sua "eco-ansiedade".

A última tendência a declinar nesses tempos de pandemia é a "Personalização Privada" (Private Personnalisation). Em vez de focar em produtos e serviços personalizados, hoje os consumidores desejam compartilhar suas experiências com os outros. Paradoxalmente, a crise do coronavírus, com a necessidade de rastrear a disseminação do vírus por meio de novas tecnologias, pode reduzir a longo prazo a relutância do público em compartilhar seus dados pessoais, o que até agora tem sido um entrave às experiências personalizadas criadas pelas agências de marketing.
 

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