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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
9 de mar. de 2021
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Em um incentivo à inclusão, Unilever vai excluir a palavra 'normal' dos produtos de beleza

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Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
9 de mar. de 2021

Em um esforço para se tornar mais inclusiva, a fabricante dos sabonetes Dove, Unilever, vai excluir a palavra "normal" de seus produtos de beleza e cuidados pessoais, bem como parar de fazer alterações digitais nas formas corporais e cor de pele de modelos em suas propagandas.


Reuters


A iniciativa da empresa com sede em Londres, que é uma das maiores anunciantes do mundo, acontece em um momento em que ela tenta reverter as repercussões negativas que tem enfrentado com algumas de suas campanhas publicitárias.

A Unilever foi pressionada a renomear sua marca de clareamento de pele mais vendida na Índia de "Fair & Lovely" para "Glow & Lovely" no ano passado, depois de enfrentar o descontentamento dos consumidores por estereotipar negativamente tons de pele mais escuros.

Em 2017, a empresa enfrentou protestos nas redes sociais por causa de um anúncio do sabonete líquido Dove, que mostrava uma mulher negra tirando a blusa para revelar uma mulher branca.

Mais recentemente, um anúncio forçou a Unilever a retirar todos os seus produtos de cuidados para os cabelos da linha TRESemmé das lojas de varejo da África do Sul por 10 dias devido a uma reação adversa.

"Sabemos que apenas remover a palavra 'normal' não irá resolver o problema, mas acreditamos que é um passo importante em direção a uma definição mais abrangente do que é a beleza", disse Sunny Jain, presidente da divisão de beleza e cuidados pessoais da Unilever à Reuters.

Globalmente, até março do próximo ano, mais de cem marcas da Unilever terão a palavra "normal" removida para descrever o tipo de pele ou textura do cabelo e substituída por termos como: "cabelos grisalhos" para xampus ou "reposição de umidade" para cremes para a pele.

A Unilever informou que uma pesquisa realizada com cerca de 10.000 pessoas globalmente mostrou que mais da metade dos entrevistados sente que usar a palavra "normal" para descrever cabelos ou pele faz as pessoas se sentirem excluídas, enquanto 70% disseram que usar a palavra em publicidade tem um impacto negativo.

A empresa também disse que irá parar de alterar digitalmente a forma corporal, o tamanho, a proporção e os tons de pele dos modelos e influenciadores que aparecem nos anúncios de todas as suas marcas, um movimento que começou com a marca Dove em 2018.

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