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Ellus abre a São Paulo Fashion Week defendendo a Amazônia

Por
EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 14 de out de 2019
Tempo de leitura
access_time 2 Minutos
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Depois de quatro edições ausente das passarelas, a prestigiada marca brasileira de jeans Ellus deu a largada para a 48ª São Paulo Fashion Week no domingo (13), com um desfile exclusivo no centro cultural Farol Santander, que homenageou a Amazônia, o meio ambiente e as identidades individuais.


EFE


A marca apresentou sua habitual mistura de moda jeans, roupas utilitárias e peças esportivas que a tornaram famosa principalmente entre os consumidores mais jovens.

Em sua coleção para o inverno de 2020, assinada pelos estilistas Thiago Marcon e Muriel Mingossi, Ellus apresentou sua "história de identidade e consciência" e se propôs a derrubar barreiras "de forma ativista e verdadeira”.

"Temos orgulho da nossa história e sabemos que a energia que nos move adiante está na excitante visão do futuro que estamos escrevendo agora”, disse a marca em um comunicado.

Na passarela, o manifesto ambiental da empresa ficou evidente nas peças lúcidas - que incluíram máscaras e luvas em uma paleta de cores sóbria - e em um protesto realizado no final do desfile, quando modelos e membros da equipe técnica circularam entre os espectadores segurando cartazes pedindo ações mais eficazes para a preservação do meio ambiente.

E é esse tom de moda sustentável e manifestos ativistas que irá marcar esta 48ª edição da São Paulo Fashion Week, que começou no domingo e irá terminar na sexta-feira, dia 18. Após dois eventos realizados em um galpão localizado na periferia da capital, os desfiles estão de volta ao Parque Ibirapuera.

Entre as estreantes do evento de moda mais importante da América Latina estão as estilistas Angela Brito, nascida em Cabo Verde e radicada no Rio de Janeiro, e Isaac Silva, natural da Bahia. Ambos apresentarão coleções que homenageiam as raízes e os elementos africanos. Enquanto Brito aposta em um visual feminino, contemporâneo e minimalista, Silva incorpora referências indígenas em criações cheias de peculiaridades típicas da cultura popular brasileira.

Entre os 26 desfiles programados para esta São Paulo Fashion Week, estilistas aclamados como Reinaldo Lourenço, Gloria Coelho e Lino Villaventura, também apresentarão sua criações.

A moda praiana e descontraída da primavera, que antecede o forte verão brasileiro será representada pela marca Beira, pela estilista Lilly Sarte, e a Patbo, na qual a costureira Patricia Bonaldi explora sua veia mais artística.

Já Cavalera e Amapo, muito populares entre os jovens, devem desfilar toda a ousadia de suas criações, feitas de tecidos como jeans ou couro, e cujas peças exploram estampas, cortes irregulares e combinações improváveis de cores.

Simultaneamente aos desfiles, esta São Paulo Fashion Week também terá diversas atividades, como palestras educacionais, seminários e mesas redondas para discutir o futuro da moda em um mundo com uma clientela cada vez mais preocupada com o consumo consciente e sustentável.

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