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26 de set. de 2022
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E-commerce representa 30% das vendas do setor calçadista

Publicado em
26 de set. de 2022

Levantamento da Inteligência de Mercado da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) mostra que o aumento das vendas no e-commerce de calçados foi de 69% em 2020 e de 7,4% em 2021. Segundo o mesmo levantamento, as vendas no canal digital responderam por 32,8% do total em 2020 e por 30,1% em 2021 - números semelhantes aos registrados pelo segmento nos Estados Unidos (34%) e Europa (33%).


Calçadistas brasileiros estão faturando mais no e-commerce - Divulgação



O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca que o e-commerce é um canal de vendas em franca expansão para o setor calçadista, sendo que as empresas do segmento estão se preparando para atender a uma demanda crescente por parte dos consumidores. “O receio de comprar calçados on-line está ficando no passado, pois tanto a indústria quanto o varejo estão preparados para atender, com agilidade, processos relativos ao pós-venda, caso de trocas e reembolsos, por exemplo”, avalia o executivo, ressaltando que há dez anos o canal representava 5,6% das vendas do setor.

Com uma produção diária de 1,2 mil pares de calçados femininos, a  Vicenza comercializa, por meio de canal digital próprio, cerca de 20% do seu faturamento total. A diretora da marca, Rafaela Furlanetto, destaca que o principal foco de receita do e-commerce está situado no Google Ads, onde a marca contempla toda a jornada de compra do usuário. “Já no canal de Social Ads, estamos trabalhando com anúncios patrocinados, com o objetivo de gerarmos vendas com públicos em diferentes momentos do funil (início, meio e fim). Além disso, o posicionamento da marca é fortemente trabalhado com a intenção de consolidar e fidelizar cada vez mais os clientes antigos/recorrentes e novos da Vicenza”, conta a diretora.

A empresária destaca que o processo também exigiu investimentos em exposição no ambiente digital, que contemplou mídia paga, CRM, atualização semanal do enxoval de comunicação e produtos do e-commerce, blog e redes sociais da marca como Instagram e TikTok. De janeiro a julho deste ano, a mídia paga (anúncios patrocinados) foi responsável por cerca de 33% do faturamento da empresa no e-commerce, de acordo com Rafaela. Além da mídia paga, a Vicenza reforça seu posicionamento nas redes sociais com o canal de CRM. “O mesmo já atingiu 22% de representatividade com envio de e-mails, pushes e até estratégias de SMS. A forte presença nas redes sociais também faz com que o engajamento e as entregas orgânicas da marca sejam excelentes”, acrescenta.

A jovem empresa Linus nasceu em 2018 já voltada para o ambiente digital. Com foco em sustentabilidade (70% dos calçados são produzidos com fontes renováveis e 100% deles com materiais recicláveis), a marca tem duas lojas físicas, a Casa Linus e um quiosque no Shopping Eldorado, ambas na capital paulista. “A Linus é uma marca nativa digital, é natural que o e-commerce seja o nosso canal de venda. Porém, uma DNVB (digital native vertical brand) não precisa se restringir ao ambiente digital nem ao seu próprio site. Por isso, além das nossas lojas físicas, estamos em mais de 50 pontos de vendas físicos no Brasil e no site de várias dessas lojas parceiras, como Amaro e AVA Intimates”, comenta a CEO e fundadora da empresa, Isabela Chusid.

A empresária ressalta que a marca tem uma forte presença nas redes sociais com posts orgânicos, mídias pagas, SEO (Search Engine Optimization), influenciadores e CRO (Conversion Rate Optimization).

A Studio Z é uma rede varejista de calçados que tem mais de 100 lojas em 16 estados brasileiros. Além de contar com e-commerce próprio e presença em marketplaces digitais, a empresa possui 100% das lojas integradas ao on-line em um modelo de ship from store (envio de mercadorias direto da loja física), pick-up store (compra on-line e retirada na loja física), prateleira infinita (integração de estoques físicos e digitais) e venda por WhatsApp. O diretor de Marketing e Digital, Cristiano Poloniato Pereira, conta que, embora represente 7% do faturamento total da companhia, o digital vem em crescimento. Pereira ressalta que o primeiro semestre da Studio Z foi muito positivo, crescendo mais de 90% em comparação com o 1º semestre de 2021. “Notamos um movimento de retorno consistente do varejo no pós-pandemia, apesar dos desafios decorrentes da inflação e do cenário econômico. Nosso posicionamento de moda democrática nos coloca numa posição favorável, na medida em que os consumidores das classes B e C encontram produtos a um custo-benefício mais atrativo”, avalia.

Criada em 2019, a Tnin Shoes, de São Paulo/SP, produz cerca de 4 mil pares de calçados infantis todos os meses. Com e-commerce próprio e também presente no site Iguatemi 365, a empresa vê o canal digital ganhar força em seu negócio. Para potencializar ainda mais a presença on-line, inclusive, a marca infantil está anunciando a troca de plataforma. “Com o objetivo de termos uma integração maior com os clientes e com outras plataformas, principalmente de vídeo, estamos migrando para o Shopfy”, conta o diretor de Marketing da empresa, Darren Enthoven. Com essa mudança, a Tnin Shoes está aproveitando para fazer uma mudança no site que abriga seu e-commerce próprio, o que deve ocorrer ainda em setembro. “As nossas expectativas de crescimento, a partir da parceria com Shopfy, são muito boas. Tendo crescido 15% no e-commerce próprio desde nossa fundação, esperamos dobrar o faturamento inicial em 2023”, conclui.
 

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