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Dez tendências que vão influenciar o mercado de moda global em 2019

Publicado em
today 10 de jan de 2019
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Para as empresas de moda, 2019 será um ano de despertar. Alcançarão mais sucesso, as marcas que estiverem dispostas a desenvolver novas formas de fazer e vender moda, porque algumas das estratégias antigas simplesmente não funcionam mais. Essa é uma das apostas do relatório “The State of Fashion”, realizado pela consultoria McKinsey&Company em parceria com o portal Business of Fashion, que aponta dez tendências a serem observadas em 2019, a partir de entrevistas com 275 executivos do mundo da moda. Confira a seguir:


Tendências globais indicam mudanças nas necessidades dos consumidores - Marcin Kempa - Unsplash


1. Cautela 
Com a queda dos principais índices econômicos e outras forças potencialmente desestabilizadoras (como a política), o clima do mercado será mais cauteloso. Com a possibilidade de um economia global em desaceleração até 2020, as empresas vão ficar mais prudentes e começarão a investir mais em oportunidades para aumentar a produtividade, como a inteligência artificial. Dados mostram que 75% das empresas de moda planejam aumentar seus investimentos em inteligência artificial em 2019, já que a tecnologia continua sendo uma ajuda atraente para lidar com os negócios, em meio às incertezas do varejo.
 
2. Ascensão da Índia
A Índia se torna um ponto de interesse para a indústria da moda na medida em que sua base de consumidores de classe média cresce e o setor manufatureiro se fortalece. Empresas de moda devem redobrar seus esforços neste mercado altamente fragmentado e desafiador.

3. Comércio 2.0
Todas as empresas precisarão preparar planos de contingência para enfrentar uma potencial mudança nas cadeias globais de valor. Por um lado, o comércio de vestuário poderia ser reformulado por novas barreiras, tensões comerciais e incertezas e, por outro lado, por novas oportunidades de crescimento do comércio dos países do Sul Global e renegociação de acordos comerciais. Segundo o relatório, 62% dos entrevistados acreditam que mudanças na política comercial vão representar riscos potenciais para o crescimento econômico global.
 
4. Fim da propriedade
A vida útil do produto de moda está cada vez mais elástica na medida em que os modelos de brechós, upcycling, reparos e aluguéis crescem e invadem o mercado. As marcas de moda vão se esforçar cada vez mais entrar nesse segmento para ter acesso a novos consumidores que preferem o acesso à posse permanente de roupas.
 
5. Despertar da consciência
A palavra “feminista” apareceu seis vezes mais nas homepages e newsletters de 2018 em comparação com 2016. A paixão das gerações mais jovens por causas sociais e ambientais atingiu uma massa crítica, fazendo com que as marcas tivessem que se adaptar para atrair consumidores e talentos. Consumidores de alguns, mas não de todos os mercados, recompensarão as marcas que adotarem uma posição forte em questões sociais e ambientais.
 
6. Agora ou nunca
Na jornada do consumidor mobile, a lacuna entre a descoberta e a compra virou um ponto problemático para o consumidor de moda mais impaciente, que procura adquirir exatamente os produtos que descobre, imediatamente. As marcas vão se concentrar em preencher essa lacuna por meio de prazos mais curtos, maior disponibilidade de produtos anunciados e novas tecnologias, como a inteligência artificial e entregas feitas por drones. Em 2018, clientes da Amazon americana esperavam entregas dentro de 24 horas, ao contrário de uma expectativa de tempo de entrega de 9 dias em 1995.
 
7. Mais transparência 
Após anos de dados pessoais nas mãos das empresas, o consumidor está desconfiado. Para que as empresas recuperem a confiança do consumidor, elas precisarão oferecer um nível elevado de transparência a partir de agora, assim como custo-benefício, integridade criativa e proteção de dados.
 
8. Auto-disrupção
Empresas tradicionais estão começando a romper seus próprios modelos de negócios, imagem e oferta em resposta a uma nova geração de pequenas marcas emergentes que estão crescendo graças à diminuição da fidelidade à marca e ao apetite do consumidor por novidades. O que se espera é que mais empresas sigam o exemplo esse caminho da auto-disrupção, ou seja, buscar caminhos diferenciados.
 
9. Dominação digital
Na medida em que a corrida para ser a plataforma favorita de escolha para os clientes, os players de e-commerce continuarão inovando em busca de serviços rentáveis. As empresas que diversificarem seu ecossistema fortalecerão sua liderança sobre aquelas que continuarem estagnadas, confiando apenas nas margens do varejo.
 
10. Sob encomenda
A análise de dados e a inteligência artificial permitiram que uma nova geração de start-ups atingisse uma produção ágil sob encomenda. As empresas de massa começarão a experimentar esse modelo de responder mais rapidamente às tendências e às demandas dos consumidores, conseguindo a produção just-in-time e reduzindo o excesso de estoque.
 
 
 
 

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