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Desigual melhora rentabilidade e abranda queda na faturação no primeiro semestre

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
today 26 de jul de 2019
Tempo de leitura
access_time 5 Minutos
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Alguma luz no fundo do túnel para a Desigual. A empresa catalã fundada por Thomas Meyer fecha o primeiro semestre do ano com uma mudança de tendência que começa a mostrar os resultados do plano de reestruturação iniciado em 2015. De janeiro a junho, o Ebitda da empresa atingiu os 27,2 milhões euros, o que representa um aumento de 22,1% em relação ao mesmo período do exercício anterior.


Em junho, a empresa apresentou a sua nova imagem e logótipo - Desigual


Uma rentabilidade ascendente que foi, no entanto, acompanhada por um retrocesso de 10% na sua faturação, para 290,7 milhões de euros, o que contrasta com os 323 milhões de euros registados na primeira fase de 2018. Nessa altura, as vendas recuaram 14,5% no primeiro semestre, contra uma queda de 9,6% no mesmo período de 2017, quando faturou 378 milhões de euros. Apesar de um resultado de vendas mais tímido do que no passado, o grupo moderou a queda e teria como objetivo travar o retrocesso de dois dígitos.
 
"O primeiro semestre de 2019 respondeu melhor do que esperávamos", assegura à FashionNetwork.com Alberto Ojinaga, diretor-geral da Desigual desde setembro de 2018. "Durante este ano, materializámos progressos muito evidentes no nosso plano de transformação”, afirma, sublinhando a influência do comportamento positivo das vendas da coleção primavera-verão 2019 e uma melhoria “na maioria dos canais e geografias”. No entanto, estes resultados sucedem a um exercício de 2018 duro para a empresa, que explica ter adiado a publicação do seu balanço financeiro anual para evitar a coincidência com a apresentação da sua profunda renovação de imagem em junho, bem como para poder comunicar os primeiros dados do exercício em curso.

“2018 foi um ano difícil, marcado por eventos muito relevantes para a Desigual. Em primeiro lugar, a recompra de Thomas Meyer de 10% do capital detido pela Eurazeo em agosto passado. De seguida, o conselho de administração foi refeito e levou-se a cabo uma reorganização da direção e do comité executivo”, analisa o diretor-geral destacando que nos últimos meses a empresa consolidou uma equipa de direção jovem. Um contexto agitado no qual as vendas somaram o seu quarto ano em declínio, desde o início da estagnação no primeiro semestre de 2015.


Interior da loja pop-up Desigual inBeta em Ibiza - Desigual


Assim, a Desigual fechou o exercício passado com uma faturação de 654,6 milhões de euros, menos 14,3% do que no exercício anterior, em linha com o declínio de 14,5% verificado no primeiro semestre. Por seu lado, o Ebitda situou-se em 63,5 milhões de euros, o que representa 10% das vendas. Estes números colocam a empresa longe do seu marco histórico em 2014, ano da entrada da Eurazeo no capital, quando a empresa catalã elevou a sua faturação para 963,5 milhões de euros e sonhava com a barreira dos 1000 milhões de euros. Atualmente, Ojinaga não descarta esse objetivo, mas insiste na necessidade de tempo para colher os frutos do plano de transformação da empresa. Nem está em cima da mesa a possível entrada em bolsa, um dos interesses do fundo francês aquando da sua entrada no capital da marca.

Um dos principais eixos para a empresa é a venda online, que representou 12,7% das vendas no exercício passado e que apresentou um aumento de 7,3% no primeiro semestre de 2019, até corresponder a 14,1% da faturação total. “Atualmente, 25% da faturação provém do canal digital ou das vendas fora da Europa. O nosso objetivo é que represente até 60% em cinco anos”, afirma o executivo. Para assumir esta evolução, a Desigual adaptou a sua infraestrutura logística e já conta com quatro centros: dois em Gava e Viladecans, em Espanha, um nos Estados Unidos e outro em Hong Kong.

Nesta linha, entre 2016 e 2018, a Desigual investiu 62 milhões de euros em processos logísticos, TI e rede de distribuição para reforçar o modelo de distribuição integrado, destacando a aplicação do sistema RFID, que passará das atuais 30 lojas para a totalidade dos seus pontos de venda no próximo ano. Além disso, em 2019 a empresa pretende investir até 30 milhões de euros, mais 10 do que nos exercícios anteriores, para reformar os pontos de venda, melhorar a estrutura e levar a cabo acordos com parceiros digitais. "Vamos potenciar as alianças estratégicas com os principais e-tailers, como a Zalando ou o El Corte Inglés", diz Alberto Ojinaga.


Uma das novas iniciativas da Desigual consiste em colaborar com artistas como Miranda Makaroff - Desigual


"Estamos a fortalecer a nossa rede de distribuição, apostando no canal online e em fórmulas como o franchising para nos expandirmos em mercados como o latino-americano ou o asiático", explica Alberto Ojinaga. Sem ir mais longe, a Desigual conta com um plano a cinco anos no Japão, onde está prevista uma abertura em Ginza (Tóquio) e uma série de franchisings em cidades secundárias. Por mercados, o Japão já está atrás de Espanha, Itália, França e Alemanha. Contrariando a tendência geral, as vendas no mercado asiático subiram 4,7% nos primeiros seis meses de 2019.

Desde 2015 imersa no seu plano de reestruturação com o objetivo de fortalecer a estrutura e o negócio, tornando-os mais ágeis e com um crescimento mais sustentável, a Desigual tem estado focada numa profunda reorganização da rede de distribuição. Com 31 encerramentos no último ano, a marca encerrou o exercício com um total de 510 lojas (386 próprias e 124 franchisings), o que representa mais uma dezena de pontos de venda do que no exercício anterior, mas está longe dos 552 com os quais a empresa fechou 2015. Além disso, a Desigual trabalhou na sua nova imagem corporativa e na redefinição do produto, que procura ser “mais inovador em design, apresentar melhor qualidade sem subir os preços e aumentar o peso dos acessórios”. Este projeto de transformação da empresa chegará ao fim em 2020. E, com isso, a Desigual deverá começar a colher os seus frutos.

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