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Publicado em
17 de fev. de 2010
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Desfile de Marc Jacobs traz mulheres 'reais' para passarela

Por
Terra
Publicado em
17 de fev. de 2010

Há menos de duas semanas, o sócio de Marc Jacobs, Robert Duffy, postou no Twitter que não tinha a menor ideia do que fazer nos desfile de outono-inverno da grife. E pedia sugestões aos seguidores. Se recebeu ou não, não se sabe, mas o que se viu na apresentação em Nova York foi uma coleção séria, contida, usável e comercial. As 56 meninas, algumas escolhidas por meio de casting feito na rua nos últimos dias, estavam todas num palco, escondidas por uma cortina de papelão.


Cenário é descortinado por Marc Jacobs e as modelos aparecem todas juntas


Para começar a apresentação, Jacobs (de terno e gravata, sem a costumeira bermuda-saia que sempre usa) e Duffy rasgaram o papelão e uma a uma as meninas saíam do local e passavam entre as cadeiras colocadas no salão do State Armory, também forrado de papelão. A trilha do desfile foi composta por várias versões de Somewhere Over the Rainbow, de O Mágico de Oz.

O mergulho aos anos 1980 que Jacobs fez no inverno 2009, colorindo a passarela na
contramão do preto reinante de então, foi substituído por cores neutras: cinza, camelo, bege-claro e algumas pinceladas de amarelo. Um arco-íris sóbrio pintado por Jacobs.

Casacos na linha A (que se alargam em direção à barra) ou mais retos usados sobre vestidos e saias; pele, muita pele, como pede o frio, e tricôs foram as ideias mais marcantes da coleção, que teve também transparência em vestidos leves e em casacos. As peças em lã vêm tanto em conjuntos de saia e blusa, como em maxipulls tradicionais. E se há volume em várias delas, há também silhueta seca em casaquinhos, saias e vestidos. Não faltaram ainda roupas emprestadas do vestuário masculino, com calças, paletós e coletes.


Marc Jacobs explora bem os casacos com muita pele


Ao contrário da tendência dos muito curtos que se tem visto nas passarelas de inverno há algumas temporadas, Jacobs optou pelos comprimentos que vão dos joelhos, à metade das canelas chegando aos longos. As saias podem aparecer levemente godês ou franzidas, usadas com blazeres; e calças retas aparecem também com blusas de pele ou casaquetos.

Jacobs transforma o que poderia ser conservador - nas palavras do próprio estilista ditas nos bastidores - em roupas sofisticadas, trabalhadas com texturas e brilho, a partir de paetês e tecidos brilhantes, que garantem a modernidade e a vontade de usar. Nos pés, botas com cano pouco acima do ossinho do tornozelo ou sapatos usados com meias na mesma altura das botas.

Para arrematar alguns looks, cintos finos pouco acima da cintura, além de bolsas com pele, carteiras e luvas longas. Na beleza, tudo muito natural, da maquiagem leve aos cabelos como se não tivessem sido penteados. Em resumo: a modernidade conservadora de Marc Jacobs.

Rosângela Espinossi

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