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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
14 de fev. de 2022
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De Kenzo a Gucci, o luxo sucumbe aos encantos do metaverso

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
14 de fev. de 2022

Toda semana uma ou várias marcas anunciam uma nova iniciativa na terceira dimensão, e o os projetos estão cada vez mais originais, como é o caso de Philipp Plein, que acaba de pagar o equivalente a 1,2 milhões de euros para adquirir um enorme terreno no metaverso Decentraland, ou da Gucci, que investiu em um espaço na plataforma digital dedicada aos videogames, The Sandbox, para criar "experiências imersivas”.


NFT criado pela Gucci com a Superplastic - Gucci


Louis Vuitton, Balenciaga e Gucci abriram o caminho ao vestir digitalmente os personagens de vários videogames. Desde então, outras marcas de luxo vem seguindo o exemplo. A mais recente é a Prada, cuja linha esportiva Linea Rossa passou a oferecer roupas e equipamentos virtuais (esquis, motos de neve e fat bikes) no videogame de esportes radicais Riders Republic, além de um jogo intitulado "Prada beyond the line".

Desde o ano passado, as marcas também sucumbiram à mania dos NFTs, "tokens não fungíveis" certificados como únicos e não intercambiáveis ​​no mundo virtual graças ao blockchain. Semelhante aos certificados de autenticidade, esses ativos digitais são invioláveis ​​e permitem que as marcas criem novos modelos exclusivos em versão digital ou em conjunto com sua contraparte física. Isso não impediu que outros players reproduzissem virtualmente os produtos de marcas conhecidas, como bolsas Hermès ou tênis Nike, para revendê-los na web.

Mesmo assim, as marcas estão se aventurando nesse universo. No final do ano, Dolce & Gabbana, AZ Factory e Givenchy, associadas ao designer gráfico Chito, projetaram suas NFTs, seguidas pela Balmain, que fez uma parceria com a Barbie. Por sua vez, a Prada lançou um projeto NFT de arte com a Adidas em janeiro e, recentemente, foi a vez de Kenzo que, paralelamente à primeira coleção cápsula do novo diretor artístico, Nigo, sobre o tema da flor japonesa Boke, criou 100 NFTs que serão distribuídos por sorteio aos clientes que comprarem um peça física da coleção e forem cadastrados no site. Os sortudos terão acesso a conteúdos exclusivos "no mundo de Kenzo".

Também uma grande estreia para a Ambush, a marca japonesa da designer americana-coreana Yoon Ahn, que está prestes a se apresentar em Milão. A partir de 14 de fevereiro, a coleção "Reboot" de 2.200 NFTs está à venda na Web em 3D, reproduzindo anéis inspirados em seu emblemático design pop Pow!, o mesmo que levou a designer ao sucesso nos anos 2000, quando começou a criar joias.

Assim como a Kenzo, os proprietários destes NTFs da Ambush se beneficiarão do "acesso exclusivo a eventos online, bem como bônus e vantagens especiais". A marca também se juntou ao aplicativo Discord e criou um servidor. Em um comunicado à imprensa, a Ambush explica que quer "criar uma nova comunidade no metaverso para receber e se conectar com os fãs virtualmente". Nesse contexto, seus NTFs não são apenas tokens digitais, mas sim uma espécie de carteirinha de associado".​


O roteiro no metaverso da marca japonesa Ambush - Ambush


Outro exemplo é o lançamento bem-sucedido no início de fevereiro de SuperGucci, uma série de NFTs vendidos pela marca pertencente ao Kering em seu site Vault, criado com a especialista em brinquedos artísticos, Superplastic, e combinados com figuras reais em porcelana pintada. No processo, a Gucci está desenvolvendo sua e-concept store Vault, inicialmente destinada à revenda de suas peças de arquivo, em um ambiente de experiências digitais.

Como define o diretor artístico da marca, Alessandro Michele, o site, que também acaba de abrir uma conta própria no Instagram, é "um espaço onde o passado, presente e futuro convivem pelo poder da imaginação". Recentemente, ainda através da Vault, a marca se juntou ao Discord para criar o servidor Gucci Vault Discord, e anunciou nas redes sociais a compra de um terreno virtual no jogo The Sandbox, sob a bandeira da Vault. O objetivo da Gucci é multiplicar experiências e ocupar o terreno, explorando todas as possibilidades desse novo universo.

Enquanto isso, a OTB, grupo que engloba marcas como Jil Sander, Maison Margiela e Marni, por exemplo, criou a BVX (Brave virtual xperience), uma empresa inteiramente dedicada a possíveis desenvolvimentos no metaverso, e  Balenciaga também anunciou que está considerando a criação de um departamento dedicado. O jogo está apenas começando…

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