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EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
9 de mar de 2020
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Coronavírus provoca prejuízo de mais de 200 milhões de euros na indústria têxtil asiática

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EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
9 de mar de 2020

Segundo um relatório da ONU, o impacto no sudeste da Ásia será sentido especialmente no Vietnã, Tailândia e Indonésia. A indústria têxtil no Vietnã emprega cerca de três milhões de trabalhadores.


EFE


O coronavírus está sendo um duro golpe para a indústria têxtil em vários países do Sudeste Asiático, onde as perdas no setor podem chegar a cerca de 238 milhões de dólares (207 milhões de euros), especialmente no Vietnã. O impacto na região se deve, principalmente, à escassez de matérias-primas da China, epicentro do Covid-19 e principal fornecedor do sudeste da Ásia.

Os têxteis são um setor importante no sudeste da Ásia, que fabrica roupas para vários grupos estrangeiros, como o sueco H&M e o espanhol Inditex.

Segundo um relatório da ONU publicado no início de março, o impacto no sudeste da Ásia será sentido especialmente no Vietnã (183 milhões de euros), Tailândia (14 milhões de euros) e Indonésia (10 milhões de euros).

A indústria têxtil do Vietnã cresceu nos últimos anos e atualmente emprega cerca de três milhões de trabalhadores, e gera exportações de 39 bilhões de dólares (34,5 bilhões de euros), graças a alguns custos de produção mais baixos do que na China.

"95% das fábricas têxteis vietnamitas utilizam tecido chinês", disse à Efe David Lee, diretor de vendas da Phukhang Manufacture and Trading, uma empresa que trabalha com grandes marcas do Reino Unido e Espanha.

Na Birmânia, onde o setor emprega cerca de 500.000 trabalhadores, essa crise levou à demissão de mais de 3.000 pessoas, com o fechamento permanente de sete fábricas, segundo informações do Ministério do Trabalho da Birmânia coletadas pela imprensa local.

No Camboja, a indústria têxtil, que emprega cerca de 700.000 trabalhadores e responde por 45% de suas exportações, também está sendo atingida pelo coronavírus e, segundo o Ministério do Trabalho, até o momento 10 fábricas suspenderam a produção, afetando cerca de 3.000 trabalhadores, mas é provável que a situação piore ainda mais.

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