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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
19 de abr. de 2021
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Consumidores latino-americanos mudaram comportamento de compra em 2020

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
19 de abr. de 2021

De acordo com um relatório da consultoria Kantar, em 2020, as famílias latinas buscaram pelo canal de compra mais adequado para correr menos riscos e ter o melhor custo-benefício. Por esse motivo, os pontos de venda que ofereceram proximidade física ou contaram com um serviço digital foram os que deram certo na pandemia.


Consumidores latino-americanos mudaram seus hábitos de compra em 2020 - Imagen de gonghuimin468 en Pixabay


O documento publicado neste mês detalha que, na América Latina, a acessibilidade gerada por aplicativos como o WhatsApp ajudou a democratizar o acesso ao comércio eletrônico. Um exemplo disso foi o Brasil, que ganhou 2 milhões de novos compradores, transformando o meio de mensagens em um motor de crescimento para o e-commerce no país.

“Como podemos ver, o comércio eletrônico se tornou o canal onde os consumidores querem comprar todo tipo de produto, incluindo produtos de consumo de massa. Isso se deve à  pandemia, que gerou isolamento social, sendo esse um dos motivos para buscar praticidade ao comprar sem colocar a saúde em risco”, explica Lenita Vargas, latam retail director da divisão worldpanel da Kantar.

No caso da Argentina, a consultoria destaca que a pandemia permitiu quebrar "barreiras" para a compra online de bens de consumo de massa ao perfil mais associado a este canal, os jovens, porém, os "idosos" também aprenderam a comprar por meio do online. Vale ressaltar que essa tendência também foi observada em outros países da América Latina, conquistando compradores e consolidando o comércio eletrônico, como aconteceu na Colômbia, onde 53% das famílias afirmaram que irão manter ou aumentar suas compras online.

Vale destacar que a priorização da segurança implicou na redução do número de canais nas opções de compras, ou seja, se antes se comprava em vários locais, com o impacto da pandemia, as compras tivessem que se concentrar em um grupo reduzido, ou na proximidade. Nesse sentido, em países como o Chile, as famílias passaram a fazer compras mais pontuais no canal moderno, enquanto o canal tradicional foi utilizado para fazer compras de reposição.

Por outro lado, segundo Lenita Vargas, nos países onde as restrições tem sido menores, os consumidores têm procurado fazer compras em lojas maiores, como é o caso do México, sendo o canal moderno o que mais cresceu nas categorias básicas. “Além disso, os gastos foram maiores devido ao aumento do poder aquisitivo dos níveis socioeconômicos mais baixos, que ganharam apoio governamental”, diz Vargas.

Adicionalmente, o consumo fora de casa ainda tem espaço para crescimento nos canais não convencionais. Por exemplo, no Brasil, as lojas de bairro capitalizaram nas compras de salgadinhos e lanches, impulsionadas principalmente por quem trabalha de casa. 

Por fim, de acordo com a Kantar, consumo "offline to online", ou seja, do canal físico para o online, cresceu em países como a Argentina, o que é vital para o desenvolvimento de estratégias omnichannel no país.

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