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Comoo: novo re-commerce aposta na economia compartilhada

Publicado em
today 30 de jul de 2019
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Uma rede social de compra venda empenhada em difundir a economia colaborativa e o consumo sustentável. Essa é a aposta da Comoo (pronuncia-se comú, de comunidade): um projeto da designer Betina Cupello, em sociedade com a publicitária Claudia Aleksandrowicz e a advogada Janine Castro. Tudo começou quando elas começaram a participar, intensamente, de grupos de desapego em um aplicativo de mensagem. 


Betina, Claudia e Janine: sócias da Comoo - Divulgação

 
Falta de privacidade, segurança e desorganização na lógica de compra e venda foram alguns dos motivos que levaram à criação do app, que está disponível na Google Play e App Store. As transações são feitas entre pessoas com gostos, afinidade e interesses em comum. Você só vê o que te interessa e anuncia seus desapegos para quem realmente se interessa por eles. A start-up também desenvolveu um modelo de negócio, totalmente sustentável, e com lucro compartilhado: 5% do valor de todas as transações é distribuído entre os usuários. 

A seguir, confira nosso papo com Betina Cupello sobre a iniciativa.

FASHION NETWORK: Como funciona o app? Como é feita a transação?

BETINA CUPELLO:
No cadastro, o usuário escolhe as categorias de preferência entre moda feminina, moda masculina, bebê, criança, casa e decoração, eletrônicos, música, pets, entre outros. A partir daí, sugerimos algumas “comoonidades” existentes dentro dos seus interesses, criadas por outros usuários, onde ele pode entrar e já anunciar ou comprar qualquer item anunciado. Ou ele também pode criar do zero uma nova comunidade de compra e venda e convidar amigos para fazerem parte. 

Vendendo, o usuário fica com 90% do valor anunciado*. 5% é a taxa de serviço e os outros 5% são distribuídos entre pessoas que convidaram amigos para a Comoo. Toda vez que houver uma transação, quem convidou cada uma das partes (comprador e vendedor) recebe uma comissão que varia de 1% a 3% do valor anunciado. 
 
O pagamento é integrado à plataforma e realizado de forma totalmente segura, com cartão de crédito ou boleto bancário. Após a compensação do pagamento, o vendedor transfere o valor recebido para a sua conta bancária pessoal. Já a entrega do produto é combinada diretamente entre comprador e vendedor pelo chat.
 
Qual é a expectativa de crescimento de vocês para os próximos anos?

BETINA CUPELLO: O re-commerce está em franca expansão, e a previsão é que esse mercado mais que dobre nos próximos 5 anos. Para se ter uma ideia, nos últimos 4 anos, o setor específico de roupas usadas cresceu 21 vezes mais rápido que o da moda convencional. Além disso, somos o primeiro app a oferecer a experiência do social shopping, onde o usuário é o criador do seu universo, onde ele cria e participa de comunidades interessantes para ele e para as pessoas com interesses em comum.
 
Qual é o público-alvo de vocês?


BETINA CUPELLO: Não limitamos faixa etária, gênero ou classe social. Parece clichê, mas a Comoo é, realmente, para todos. À medida que o tempo passa, nossas vidas vão se transformando, nosso corpo muda, adquirimos novos hobbies, experimentamos novos esportes, aumentamos nosso círculo de amizades e, em cada um desses momentos, consumimos e acumulamos coisas que já não fazem mais sentido para nós. E a Comoo está aí pra isso. Para que você encontre o que faz sentido para a sua vida hoje e dê um novo sentido para aquilo que não faz mais na sua, mas que pode fazer na vida do outro.
 
 
Já existe uma média de transações diárias ou mensais? 

BETINA CUPELLO: Milhares de pessoas já aderiram a essa forma de fazer negócio. Diariamente elas compram e vendem de tudo entre amigos e pessoas com gostos e interesses em comum a um ticket médio de R$ 50. Nós sistematizamos essa forma de comprar e vender, trazendo vantagens, facilidades e segurança para o processo, então a tendência é aumentar em muito esses números. 

É possível calcular o impacto no meio ambiente do consumo dessas peças que não demandam novas matérias-primas para serem produzidas?
 
BETINA CUPELLO: É difícil contabilizar com exatidão o que foi conquistado até agora e quanto será no futuro porque é uma forma muito dinâmica e de uma capilaridade imensa se encarada como um novo comportamento de consumo. De qualquer forma, se considerarmos a compra de um um look básico, o impacto já é gigantesco. Uma camiseta de algodão, calça jeans e um par de sapatos que deixa de ser produzido é suficiente para economizar mais de 20 mil litros de água, isso considerando apenas uma das 17 categorias que o aplicativo abrange.

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