Co-fundadores do Instagram deixam o Facebook

O Instagram, a rede social especializada em compartilhamentos fotos, que pertence ao Facebook, anunciou a renúncia de seus dois co-fundadores, Kevin Systrom e Mike Krieger, de seus respectivos cargos de diretor geral e diretor técnico. A saída, que teve poucas explicações, acontece alguns meses depois da de Jan Koum, co-fundador do serviço de mensagens instantâneas WhatsApp, também de propriedade do Facebook.


Kevin Systrom e Mike Krieger - Reuters

O gigante das redes sociais, sob o foco de críticas por sua incapacidade em proteger efetivamente os dados pessoais, e por seu papel na divulgação de notícias falsas, perde aqueles que desenvolveram dois dos serviços mais populares.

Em uma publicação em seu blog, Kevin Systrom declarou que ele e Mike Krieger pretendem retroceder um pouco para explorar "sua curiosidade e a criatividade novamente".

De acordo com a agência Bloomberg, ambos anunciaram a sua saída em meio aos conflitos cada vez mais frequentes com Mark Zuckerberg, CEO do Facebook. Na ocasião da saída de Jan Koum, um dos maiores defensores da proteção de dados pessoais, o Washington Post informou que este estava em desacordo com a estratégia aplicada ao WhatsApp e não estava de acordo com as tentativas do Facebook de usar informações privadas registradas pelo aplicativo de mensagens.

Em resposta à saída dos dois co-fundadores do Instagram, Mark Zuckerberg os descreveu em um comunicado como dois "gestores de produto extraordinários". "Aprendi muito trabalhando com eles nos últimos seis anos (...). Lhes desejo boa sorte e quero acompanhar a evolução do seu próximo trabalho”, declarou Zuckerberg.

Criado em 2010 por Kevin Systrom e Mike Krieger, o aplicativo Instagram foi comprado pelo Facebook em 2012 por 1 bilhão de dólares. O serviço conta hoje com mais de 1 bilhão de usuários mensais ativos, e deve gerar  este ano mais de 8 bilhões de dólares em receita, segundo dados da empresa EMarketer.

Criado em 2009, o WhatsApp foi comprado pelo Facebook em 2014 por 22.000 milhões de dólares, enquanto o aplicativo obteve pouca renda. Este último é usado por mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo.
 

Traduzido por Novello Dariella

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