Cientistas criam "músculos de malha" para artigos de vestuário

Existem milhões de pessoas com dificuldades para mover seus membros, por causa da idade ou alguma limitação física, mas elas não precisariam necessariamente de usar exoesqueletos rígidos. Imagine se suas roupas pudessem fornecer essa ajuda?
 
Tal coisa será possível, graças à recente criação dos 'músculos de malha', desenvolvidos por cientistas da Universidade de Linköping e Universidade de Borås, na Suécia.

 
Os cientistas revestiram fios de celulose com um polímero eletroativo flexível conhecido como polipirrol. Quando uma baixa tensão é aplicada ao polímero, ele aumenta de volume, fazendo com que as fibras do fio possam aumentar seu comprimento de acordo, mas, quando a corrente elétrica é desligada, as fibras se retraem de volta ao seu comprimento original. Ao variar a forma em que as fibras são tecidas em conjunto, é possível ajustar a força do material para diferentes tarefas.
 
No laboratório, os pesquisadores já usaram a tecnologia para levantar pequenos pesos. Um dia, os músculos artificiais feitos em teares de malha serão integrados às roupas para ajudar na mobilidade. Isso abre um grande mercado para a área médica, militar e esportiva.
 
"Avanços enormes e impressionantes foram feitos no desenvolvimento de exoesqueletos, que agora permitem que pessoas com deficiência possam andar de novo", disse o Prof. Edwin Jager da Universidade de Linköping.
 
"Mas a tecnologia existente é de ternos robóticos rígidos. É o nosso sonho criar exoesqueletos flexíveis semelhantes aos itens de vestuário, como os 'collants de ginástica' que você pode usar sob a roupa normal". Um artigo sobre a pesquisa foi recentemente publicado na revista Science Advances.

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