Chloé nomeia Natacha Ramsay-Levi diretora criativa

Natacha Ramsay-Levi assumirá o posto de diretora criativa oficialmente no próximo dia 03 de abril e apresentará sua primeira coleção para a Chloé em setembro deste ano.

Natacha Ramsay-Levi, a nova diretora criativa da Chloé clicada por Paolo Roversi

Natacha Ramsay-Levi assume o posto de Clare Waight Keller, que renunciou à Chloé depois de seis exitosos anos dirigindo a casa de moda fundada em 1952 por Gaby Aghion, que cresceu em Alexandria, no Egito, antes de se mudar para França.
 
"Estou muito orgulhosa por unir-me a uma casa de moda fundada por uma mulher para vestir as mulheres. Quero criar uma moda que realce a personalidade da mulher que a usa, uma moda que cria uma personagem e uma atitude, sem nunca impor um 'look'", disse Ramsay-Levi, em um comunicado.
 
Por outro lado, o presidente da Chloé, Geoffroy de la Bourdonnaye, acrescentou: "Estou particularmente feliz por dar as boas-vindas a Natacha à Chloé. Sua ampla experiência em duas prestigiosas casas de moda e sua energia criativa ampliarão ainda mais a maison na visão de Gaby: na intersecção do saber-fazer parisiense da alta-costura e a atitude juvenil da garota Chloé".
 
Ramsay-Levi se une à Chloé depois de passar pela Louis Vuitton, onde havia sido a mão direita feminina do diretor criativo da marca, Nicolas Ghesquière. Em 2013, ela foi nomeada diretora criativa da Louis Vuitton para a moda feminina.
 
Uma figura notável na cena da moda de Paris, Ramsay-Levi começou a trabalhar com Ghesquière em 2002 fazendo café para o estúdio. Ela chegou no início de uma etapa criativa particularmente de destaque nessa marca. Rapidamente subiu os degraus, terminando como a principal encarregada do designer de Ghesquière.

Nicolars Ghesquière com Ramsay-Levi no Louvre - Instagram: @nicolasghesquiere

Durante os últimos meses, foi um segredo aberto que Ramsay-Levi chegaria à Chloé, depois que os rumores começaram em dezembro. Ramsay-Levi, que tem um filho com o diretor editorial da revista Purple, Olivier Zahm, de quem está separada na atualidade, mantém uma conta no Instagram ativa.
 
A nova diretora da marca francesa celebrou sua chegada com um retrato oficial e o seguinte texto: "Estou muito honrada e feliz por ser nomeada esta manhã [sexta-feira] diretora criativa em @chloe, mal posso aguardar para começar! Agradeço a todos os que tornaram isso possível". Por outro lado, Ghesquière publicou na última terça-feira uma foto com Ramsay-Levi no Instagram, nos bastidores da apresentação da Louis Vuitton no Louvre, elogiando-a por ser "uma mulher inspiradora, com talento e generosa, e estou muito grato por tudo isso".
 
Sua chegada ocorre durante um período de enormes mudanças e rotações nas principais casas de moda. Riccardo Tisci deixou a Givenchy em janeiro; Emmanuel Ungaro acaba de despedir Fausto Puglisi, substituindo-o por Marco Colagrossi; enquanto novos diretores criativos foram nomeados ano passado nas seguintes marcas: Yves Saint Laurent, Christian Dior, Brioni, Lanvin, Roberto Cavalli, Salvatore Ferragamo, Berluti, Ermenegildo Zegna e Bally.
 
Além disso, a nomeação de Ramsay-Levi significa que sete dos diretores criativos da Chloé, incluindo Aghion, foram mulheres, unindo-se a Martine Sitbon, Stella McCartney, Phoebe Philo, Hannah MacGibbon e Waight Keller. Historicamente, a Chloé sempre atraiu jovens designers que se tornaram estrelas do design; de Karl Lagerfeld nos anos sessenta a McCartney, que assumiu as rédeas da marca com apenas 25 anos.
 
Chloé é, para muitos, o melhor no pouco convencional élan parisiense. Suas primeiras apresentações foram no Café Flore e Brasserie Lipp, seu nome tomado de uma parisiense chique; em seus inícios, seu estilo era uma expressão de uma França que se sacudia alegremente no blues do pós-guerra. Até mesmo, se a maioria dos seus designers não eram franceses, a Chloé inventou o moderno prêt-à-porter francês de luxo.
 
Desde 1995, a Chloé é de propriedade do grupo de luxo Richemont, embora esta tenha sido uma aquisição estranha – sendo a única casa de moda, além de Azzedine Alaia, no conglomerado de propriedade sul-africana, cujos interesses principais são joalheria e relógios. As marcas da Richemont incluem Cartier, Van Cleef & Arpels, IWC, Officine Panerai, Alfred Dunhill, o fabricante de armas Purdey, Shanghai Tang e uma participação maioritária na Yoox Net-a-Porter.

Traduzido por Anderson Alexandre Da Silva

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