Chanel se reorganiza e transfere algumas funções do grupo de Nova York para Londres

A maison Chanel informou na sexta-feira (14) que recentemente transferiu algumas funções globais do grupo, até então com sede em Nova York, para Londres, sede da holding Chanel Limited. Em uma declaração à AFP e em resposta à uma informação da BBC, a maison independente criada por Coco Chanel em 1910 e de propriedade dos irmãos Wertheimer anunciou que "simplificou e racionalizou a estrutura da empresa com a criação da holding Chanel Limited, localizada em Londres".


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Para racionalizar e simplificar, "a maioria das funções globais da empresa que eram até o momento baseadas em Nova York, foram transferidas para Londres", declarou a Chanel. Esta movimentação de equipe diz respeito a cinquenta funcionários que ocupam funções globais do grupo (Recursos Humanos, Jurídico, RSE, Finanças …), "dos 20.000 funcionários da Chanel no mundo".

Isso não significa que os escritórios da Chanel em Nova York vão fechar. Eles continuarão sendo a sede das operações nos Estados Unidos, abrigando a equipe dedicada às atividades do grupo no continente. Além da marca Chanel e seus derivados moda, beleza e perfumes, o grupo detém também a marca Erès e várias empresas artesanais e de métiers d'art que contribuem para a fabricação de seus produtos sob o guarda-chuva Paraffection.

"Desde o verão de 2017, e como anunciado em junho passado durante a apresentação de nossos resultados anuais, a Chanel Limited é a holding da maioria das entidades da Chanel", disse a empresa à AFP, acrescentando que "historicamente, essas entidades pertenciam a diferentes holdings".

A empresa, que é conhecida mundialmente por suas bolsas acolchoadas e seu perfume No. 5, e cujas coleções são desenhadas por Karl Lagerfeld, raramente divulga seus resultados financeiros, mas publicou em junho deste ano que, em dezembro de 2017, sua holding Chanel Limited registrou um faturamento de 9,6 bilhões de dólares, ou cerca de 8,3 bilhões de euros. Seu lucro operacional foi de 2,7 bilhões de euros, enquanto seu fluxo de caixa livre chegou a 1,6 bilhão.

Com vendas de 8,3 bilhões para o grupo, em grande parte graças à marca Chanel, a maison da Rue Cambon está lado a lado com a Louis Vuitton, que pertence ao grupo LVMH, como "a marca de luxo líder mundial”. Os analistas do setor estimam que seu volume de negócios seja superior aos 8 bilhões.

Redação com AFP

Traduzido por Novello Dariella

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