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Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
17 de jun. de 2021
Tempo de leitura
2 Minutos
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Chanel espera forte recuperação de sua atividade em 2021

Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
17 de jun. de 2021

PARIS/ MILÃO (Reuters) - Após ver seu faturamento de 2020 impactado pela crise do coronavírus, a Chanel prevê um crescimento de vendas de dois dígitos este ano, informou o diretor financeiro da marca de luxo na terça-feira (15).  


Photo d'archives / Reuters / Eric Gaillard


As vendas da maison Chanel, conhecida principalmente por suas jaquetas de tweed e bolsas acolchoadas, atingiram 10,1 bilhões de dólares (8,3 bilhões de euros) no ano passado, uma redução de 18% à taxa de câmbio constante, superior à queda observada entre alguns concorrentes. O faturamento da número 1 do luxo mundial, LVMH,  caiu 16% em 2020, enquanto o da Hermès caiu apenas 6%.

“Registramos um crescimento de vendas de dois dígitos desde o início do ano em comparação com 2019 e não vemos motivo para essa tendência mudar”, disse o diretor financeiro da Chanel, Philippe Blondiaux, à Reuters. China e Estados Unidos são os principais responsáveis ​​por essa recuperação, que, segundo Blondiaux, deve continuar.


Film Haute Couture PE 2021 - Chanel


“Fomos além do que alguns chamam de 'compra de vingança', acreditamos que é um momento profundo e duradouro, que pode não ser verdade para todos os participantes da indústria de luxo, mas que é para as grandes marcas que continuaram investindo como nós”, acrescentou Blondiaux.

Em 2020, a Chanel, um dos maiores players do mercado, investiu a considerável soma de 1,36 bilhão de dólares para apoiar suas atividades, disse Philippe Blondiaux. A forte recuperação observada desde outubro do ano passado se espalhou da categoria de moda para joias finas, incluindo produtos para a pele. Mas o faturamento de sua importante atividade de perfumes e maquiagem, que depende fortemente das vendas de produtos duty-free, permaneceu estável em relação a 2019.

Apesar de ter sido obrigada a fechar suas lojas para limitar a disseminação do coronavírus, a Chanel continuou sua estratégia de longa data de não vender moda, relógios e joias online. A marca, que vende apenas cosméticos e perfumes pela internet, disse que as vendas online nessas categorias aumentaram 113% em 2020 e 57% desde o início do ano.

Philippe Blondiaux disse que a regra básica da Chanel de manter 80% das compras localmente, em vez de depender das compras turísticas, agora é uma realidade na China e em muitos países asiáticos.

A crise de saúde, que evidenciou o gap entre as marcas de luxo mais fortes e mais frágeis, pode acelerar a consolidação do setor, afirmou o executivo, acrescentando que o grupo, que pertencente aos irmãos Alain e Gérard Wertheimer, não tem ambições no que diz respeito a fusões e aquisições.


(Silvia Aloisi, versão francesa por Laetitia Volga, edição por Jean-Michel Bélot)

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