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Estela Ataíde
Publicado em
27 de set. de 2022
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CEO da Unilever deixará o cargo no próximo ano

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
27 de set. de 2022

A Unilever anunciou na segunda-feira (26) que o seu CEO Alan Jope deixará o cargo no final do próximo ano, após cinco anos à frente da empresa. A gigante dos bens de consumo já iniciou o processo de procura por um sucessor e avaliará candidatos internos e externos.


Unilever/Tatcha


O presidente Nils Andersen declarou: "A Unilever melhorou os resultados graças às suas decisões estratégicas claras e a uma importante transformação da empresa. O conselho de administração implementará um processo de sucessão ordenado e apoiará Alan e a equipe de direção para continuar a impulsionar os resultados da Unilever.”
 
“A aposentadoria de Alan no próximo ano marcará o fim de uma carreira extraordinária na Unilever. Sob a sua liderança, a empresa realizou mudanças críticas na sua estratégia, estrutura e organização que a posicionam fortemente para o sucesso. Este trabalho continua e agradeceremos de todo o coração a Alan pela sua liderança e contribuição para o nosso negócio quando sair no próximo ano."

Dito isto, o percurso de Jope como CEO nem sempre foi bem recebido pelos analistas e investidores institucionais, alguns dos quais criticaram as decisões que tomou num cenário de falta de crescimento espetacular.

A sua tentativa de comprar a divisão de saúde do consumidor da GSK no início deste ano, que acabou por abandonar, não foi muito popular. Além disso, a atenção prestada pela Unilever às questões ecológicas e sociais também foi criticada. Entre os críticos notáveis está o investidor estrela Terry Smith e o investidor ativista Nelson Peltz. Este último juntou-se mais tarde ao conselho de administração.

Mas, ainda que os investidores se concentrem apenas no preço das ações e nos dividendos, não há como negar que as empresas que agem com preocupações sociais e ambientais em mente estão a tornar-se cada vez mais populares entre os consumidores, muitos dos quais partilham essas preocupações e podem ficar descontentes se um novo CEO mudar de postura.
 
O próprio Jope declarou: "À medida que me aproximo do meu quinto ano como CEO, e depois de mais de 35 anos na Unilever, acredito que é o momento certo para o conselho começar a procurar formalmente o meu sucessor. O crescimento continua a ser a nossa principal prioridade e, durante os próximos trimestres, continuarei totalmente focado na execução disciplinada da nossa estratégia e a aproveitar todas as vantagens da nova organização."

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