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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
22 de fev. de 2022
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CEO da De Beers vê oferta estável de diamantes naturais e crescimento decente da indústria

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Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
22 de fev. de 2022

A oferta de diamantes naturais atingiu seu pico e permanecerá estável nas próximas décadas, disse o CEO da gigante de mineração De Beers à Reuters na segunda-feira (21), acrescentando que o setor deve ver um crescimento decente de médio a longo prazo.


DR


O De Beers Group, negócio de diamantes da Anglo American, é um dos principais mineradores de diamantes do mundo, ao lado da russa Alrosa.

"Não vejo motivo para pensar que não haverá crescimento decente de médio a longo prazo na indústria de diamantes... Sinto-me mais positivo em relação ao futuro do que há muito tempo", disse Bruce Cleaver durante uma conferência da indústria de diamantes em Duabi.

"A oferta permanecerá estável. Não cairá de um penhasco. Enxergamos 20, 30, 40 anos de oferta estável. É por isso que estou bastante positivo", disse ele, acrescentando que a oferta provavelmente atingiu o pico em 2018-19.

A pandemia do COVID-19 interrompeu a cadeia global de fornecimento de diamantes, com algumas minas fechadas, o comércio de diamantes brutos despencando e polidores na Índia deixando seus empregos.

No segundo trimestre de 2020, a De Beers vendeu cerca de 3% dos diamantes brutos que venderia normalmente, disse Cleaver na conferência, em parte porque as preocupações com as mineradoras trabalhando em conjunto limitaram a produção e porque os compradores anteciparam uma demanda menor do consumidor à medida que as economias desaceleravam.

Quando a demanda aumentou a partir do final de 2020, a alta dos preços polidos levou ao aumento dos preços brutos, disse Cleaver à Reuters. A De Beers registrou vendas de 4,82 bilhões de dólares em 2021, acima dos 2,79 bilhões de dólares em 2020, mostram dados da empresa.

Em dezembro, a De Beers disse ter entrado com um pedido para a realização de atividades de exploração no nordeste de Angola, na sequência das reformas da indústria de diamantes do país. "Continuamos extremamente focados na exploração", disse Cleaver, acrescentando que a empresa está explorando em Botsuana, Canadá e África do Sul.

No ano passado, a empresa também encomendou uma pesquisa do fundo do oceano na costa da Groenlândia em um primeiro passo para determinar se poderia conter depósitos de diamantes marinhos altamente valorizados. De Beers já produz diamantes do fundo do mar da Namíbia. "É muito cedo para dizer se isso vai ou não funcionar", disse Cleaver sobre a pesquisa na Groenlândia.

O futuro da De Beers também inclui investimentos em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG), disse Cleaver, sem dar números. Isso inclui a rastreabilidade de diamantes usando a tecnologia blockchain, trabalhando com o objetivo de se tornar neutra em carbono até 2030 e ter melhores práticas de mineração.

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