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EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
22 de jun. de 2021
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Cartier alerta para "superaquecimento" na indústria do luxo

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EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
22 de jun. de 2021

O presidente da empresa francesa de luxo Cartier, Cyrille Vigneron, alerta para um "superaquecimento" no setor de produtos de luxo, devido à forte recuperação da economia em alguns mercados e à lenta retomada da produção.


Archivo - EFE


"A recuperação muito forte e rápida da demanda, nos surpreendeu, com períodos de superaquecimento no verão passado que se estendem até o momento", disse Vigneron em uma entrevista publicada no último domingo (20) pelo jornal francês Le Journal du Dimanche. Vigneron destaca especialmente a recuperação após as paralisações forçadas pela pandemia, que foi "muito robusta na China e bastante rápida inicialmente nos Estados Unidos e depois em praticamente todos os países".

O executivo reconhece que, assim como outros setores da economia, o luxo está sendo afetado por tensões na oferta de matérias-primas e sua influência em um lento processo de produção.  No entanto, ele destaca que atualmente a cadeia de suprimentos é mais afetada por questões sobre o que é "aceitável ou tolerável" em relação às questões ambientais ou éticas. Segundo ele, 95% do ouro que a sua empresa consome vem da reciclagem na Europa (em breve esse percentual será 199%), porque a extração desse mineral é "extremamente poluente".

Mesmo assim, Vigneron diz que continua apoiando minas cujas atividades extrativistas e condições sociais "são certificadas por organizações independentes, como no Peru", da mesma forma que, em relação aos diamantes, só trabalha com países que participam do processo Kimberley.

A Cartier faz parte do grupo de produtos de luxo Richemont, com sede na Suíça, que inclui marcas como Van Cleef, Montblanc, IWC e Piaget. No ano fiscal encerrado em 31 de março, o grupo registrou um volume de negócios de 13.144 milhões de euros (-8%) e um lucro de 1.289 milhões de euros (+ 38%). 

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