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Camisetas de marcas de luxo provocam revolta na China

Por
Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 12 de ago de 2019
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access_time 2 Minutos
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Os embaixadores chineses de algumas marcas de moda, incluindo Coach, Versace e Givenchy, cortaram os laços com as empresas pois, segundo eles, alguns produtos violam a soberania da China, identificando Hong Kong e Taiwan como países.


A Coach, assim como a Versace, estão envolvidas na polêmica. - Coach


Pequim está particularmente atenta à forma como as empresas estrangeiras descrevem territórios como Hong Kong e Macau, ex-colônias européias que agora fazem parte da China mas operam com um alto grau de autonomia. Hong Kong, uma ex-colônia britânica devolvida à China em 1997, está há semanas imersa em sua pior crise política em décadas, um desafio para o governo central de Pequim.

A marca italiana de luxo Versace e sua diretora criativa Donatella Versace, apresentaram seus pedidos de desculpas no último domingo (11), após uma de suas camisetas ter sido alvo de críticas nas redes sociais chinesas por mostrar Hong Kong e Macau como países.

Liu Wen, modelo chinesa embaixadora da Coach, declarou no Weibo na segunda-feira (12) que rompeu seu contrato com a marca de Nova York devido à uma camiseta semelhante, que mostrava Taiwan como país, sendo que a China considera a ilha uma província rebelde e quer recuperar a soberania.

"Peço desculpas a todos os danos já causados ​​devido à minha má escolha de marca!”, escreveu a modelo em um post publicado no Weibo, o equivalente chinês do Twitter. "Eu amo a minha pátria e protejo firmemente a soberania da China."

A Coach, que pertence ao grupo Tapestry, disse que descobriu este "erro grave" em maio de 2018 e imediatamente removeu as camisetas em questão de todos os seus canais de distribuição. "A Coach respeita e apóia a soberania e a integridade territorial da China”. Com 1,2 bilhão de visualizações na segunda-feira de manhã, "Coach" foi o tópico mais consultado no Weibo.

Paralelamente, o cantor chinês Jackson Yee informou no Weibo que cortou seus laços com a Givenchy, marca francesa que pertence ao grupo LVMH, pelo mesmo motivo, após uma camiseta da marca que mostrava Taiwan e Hong Kong como países ter sido alvo de críticas. A Givenchy ainda não se pronunciou sobre o assunto. 

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