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Cacharel foca nos millennials e renasce no digital

Por
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
today 22 de mar de 2019
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access_time 3 Minutos
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A marca francesa Cacharel, que foi lançada em 1958 por Nimes Jean Bousquet, está testando uma fórmula inovadora. Nos últimos anos, a marca mudou a estratégia, líderes e estilistas em diversas vezes e, para este novo rumo, a marca revisou sua distribuição, sua oferta e sua direção artística visando atingir um público mais jovem.

A Cacharel está de volta com sua estampa Liberty. - Elene Usdin


"Hoje, o mercado está completamente transformado. Para os consumidores, a oferta nas lojas não é interessante, eles preferem comprar na internet a um preço menor", explica Jean Bousquet ao FashionNetwork.com. A Cacharel, que possuía seis lojas inauguradas em 2016, as fechou no ano passado com a ideia de focar apenas nas vendas online, e ao mesmo tempo parou de vender no atacado.
 
"Nos últimos anos, nossa clientela tinha mais de 40 anos. Queríamos atrair os consumidores mais jovens, os millennials. Para isso, tivemos que mudar a oferta da marca e baixar nossos preços. As vendas online nos permitem reduzir pela metade nossos preços", explica o gestor.

A Cacharel lançou seu e-commerce em 2017, que era responsável por apenas uma pequena parcela das vendas da marca. O canal foi então completamente redesenhado pela agência Mad (que já trabalhou com as marcas Roseanna, Ba&Sh, Eleven Paris e Modetrotter) e relançado no início de 2019. O logotipo foi revisitado pelo estúdio gráfico Des Signes e agora a identidade visual da grife está nova e leve, assim como as coleções da marca.
 
Quanto ao design, o designer Pascal Millet é o diretor criativo da grife desde setembro do ano passado, após ter se desligado de sua marca própria. Ele trabalhou na primeira coleção-cápsula fille e garçon ("menina e menino", evidenciando do desejo de rejuvenescer a marca), que foi lançada em 14 de fevereiro e é composta de mais de cem peças com belas estampas que podem ser vistas em acessórios, saias, calças, camisas, entre outros itens, com preços entre 60 e 290 euros. A Cacharel prevê um total de cinco coleções por ano. A coleção de verão será lançada em maio, a de outono em julho, a de inverno em setembro, e uma coleção menor, destinada às festas de fim de ano, estará disponível em novembro.

Para produção e os materiais, a Cacharel conta com alguns de seus parceiros históricos, particularmente na Europa Oriental, mas ela também trabalha com parceiros italianos e portugueses. Em termos de criação, a marca foca nos detalhes e se orgulha da alta qualidade de suas roupas, oferecidas a preços que considera muito atraentes.


Roupas para meninas e meninos que conversam entre elas - Elene Usdin


Com um número reduzido de licenças (os perfumes da marca estão sob os cuidados da L'Oréal e respondem por 75% do volume de negócios da Cacharel), a grife já está pensando em experimentar outros segmentos de produtos, como roupas infantis, um universo que a marca já explorou no passado.
 
Nos próximos meses, a Cacharel vai trabalhar nos principais temas que preocupam os Millennials. As cerca de vinte pessoas que agora compõem a equipe da marca, vão trabalhar na sustentabilidade e, para as próximas temporadas, devem comprar cortiça para fazer os botões de suas roupas, e estão procurando as embalagens perfeitas feitas de papel de arroz.
 

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