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19 de out. de 2016
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Burberry ainda em dificuldade apesar da queda da libra

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Reuters
Publicado em
19 de out. de 2016

A grife britânica Burberry publicou esta terça-feira, 18 de outubro, vendas semestrais em queda, fazendo sua ação cair. A fraqueza da demanda proveniente das lojas de departamentos foi parcialmente compensada por um aumento da demanda no mercado doméstico da marca, uma vez que os turistas tiraram partido da queda da libra.
 
A ação, que realizou um dos melhores desempenhos desde o pleito do Brexit, a 23 de junho passado, caiu até 9% no anúncio dos números das vendas.


A Burberry, que realiza 90% das suas vendas no mercado internacional, declarou que condições comerciais favoráveis na Europa e um aumento de 30% das vendas no Reino Unido lhe permitiram ver suas vendas em base comparativa aumentar 2% no segundo trimestre. É a primeira vez que ao longo dos quatro trimestres que o grupo vê este número avançar.
 
No entanto, as vendas globais caíram 4%, indo a 1.16 bilhão de libras (4.55 bilhões de reais), ao longo do semestre encerrado nos fins de setembro, em razão da queda das vendas no atacado e das receitas de licença.

"Fora efeitos de câmbio, a Burberry enfrenta dificuldades para gerar um crescimento significativo", avalia assim a empresa de serviços financeiros Liberum, acrescentando que não espera nenhuma melhoria da situação no segundo semestre e, então mesmo que a demanda proveniente das lojas de departamentos americanas permaneça lenta. A empresa de serviços financeiros emitiu uma recomendação de venda sobre a ação da Burberry.
 
A Burberru explicou que, se a libra seguir em seu nível de 12 de outubro, o lucro anual ajustado passaria por um aumento de 125 milhões de libras (cerca de 491 milhões de reais).
 
A famosa grife gera 40% dos seus custos no Reino Unido, mas somente 15% das suas vendas – já que a metade dessas últimas são abocanhadas pelos turistas.
 
Carol Fairweather, diretora financeira, explicou que a demanda no Reino Unido foi sólida ao longo dos três meses em seguida ao pleito do Brexit: "Os Chineses respondem por muito no Reino Unido, mas todos os turistas participaram, os Americanos também. Eles são claramente motivados pelas variações das taxas de câmbio, mas reagem também a tudo o que veem nas lojas".
 
A Burberry, que integrou a atriz Lily James à sua lista de embaixatrizes ao longo do verão europeu, se esforçou para renovar suas lojas, onde as margens são fracas em relação àquelas geradas pela concorrência.
 
Christopher Bailey, que deixará no próximo ano seu posto de CEO para Marco Gobbetti, que veio da Céline, declarou que o grupo fez progressos no âmbito do seu plano de melhoria, em um ambiente comercial que segue, no entanto, "difícil". "Nós mantemos o curso para realizar os nossos objetivos financeiros", explicou assim este último, que seguirá como diretor de criação e tornar-se-á presidente da empresa.

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